AM: ‘pandemia’ de fake news assola internet no momento da maior crise sanitária do século

Fake news sobre a pandemia de Covid-19 se espalham no Amazonas, gerando insegurança e caos na população.
Redação O Poder
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Manaus | AM

No momento mais crítico da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no Amazonas, outra ‘pandemia’ tem causado caos e pânico na população do Estado: a das fake news. Notícias falsas, e muitas vezes de cunho político, têm sido amplamente divulgadas nas redes sociais e até em veículos tradicionais de comunicação, prejudicando o combate do vírus em todo o Amazonas.

Os temas das falsas notícias variam desde sumiço das vacinas enviadas pelo Governo Federal para Amazonas até recusa de usina de oxigênio para o Estado, passando por abertura de valas comuns no interior do Amazonas. De acordo com a psicóloga Ana Carolina Alencar, a pandemia em si já é um cenário que gera muita insegurança, medo e ansiedade na população.

“As fake news propagadas de forma coletiva, tem um efeito muito maior de insegurança, medo e ansiedade. A tendência dessas notícias falsas, quando aparecem, é reafirmar algumas crenças e fantasias que todo ser humano tem em si como perseguição e conspiração, por exemplo”, comenta ela.

Além disso, essa notícias ganham reforço extra quando são repassadas por pessoas ‘admiradas’ dentro de círculos de convivência como familiares e amigos. “A tendência é que a gente acredite. E, dessa vez, abrange profissionais da área de saúde que, muitas vezes, acabam disseminando essas informações e gerando confusão na cabeça das pessoas”.

Ana Carolina ressalta que o impacto psicológico dessa ações desencadeiam emoções e sentimentos que são nocivos à população. “O ser humano, comumente, não tem o costume de questionar nada, o que torna mais fácil aquela mentira se transformar em uma verdade. Principalmente porque surgem de referências das próprias pessoas”, aponta.

Dentre os sentimentos mais frequentes, nesse período, está o da conspiração. A especialista comenta que tal sensação desperta uma insegurança e também um medo. A combinação pode ser catastrófica. “Além disso, a falta de questionamento deixa as pessoas inseguras. E as fake news reforçam esse sentimento por meio de notícias”, finaliza.

‘Pandemia’

Nos últimos dias, o Estado tem tido a missão de desmentir as notícias disseminadas de forma incorreta e falsas. Há dois dias, por exemplo, a respeitada jornalista Miriam Leitão foi responsável por publicar que o Amazonas estava recusando a doação de uma usina de oxigênio oriunda da empresa Gasil. Na verdade, a empresa pernambucana tinha sinalizado uma intenção de venda de cinco usinas de oxigênio para o Estado, conforme documento disponibilizado pelo governo.

Nesta quarta-feira (20), foi publicada matéria informando que as vacinas ‘sumiram’ e que o Estado não estava mandando a quantidade previamente acertada para o interior. Na realidade, o Amazonas recebeu 282 mil doses da vacina, sendo 26 mil a mais que o previsto. O total foi distribuído aos 62 municípios. Já a vacinação fica a cargo da prefeitura de cada cidade.

TJAM

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) desmentiu, nesta quarta-feira (20), a informação de que a Corte de Justiça Estadual teria recebido uma remessa de vacina de combate ao novo coronavírus (Covid-19).

Em nota, o TJAM disse “que são mentirosas e maledicentes quaisquer postagens que afirmem existir destinação de vacinas contra a Covid-19 para esta Corte Estadual de Justiça e seus membros”.

Além disso, o TJAM afirmou que “se pauta pela seriedade e responsabilidade e tem plena consciência de sua função institucional, respeitando os princípios republicanos que devem nortear suas ações.

Município

Também nesta terça, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), esclareceu que reservou 12,2% do total de vacinas recebidas para os profissionais da rede municipal, que estão atuando no enfrentamento à Covid-19.

Além disso, com uma lista de prioridades fornecida pela rede de saúde do Estado, a Semsa começa nesta quarta, a vacinação dos profissionais da saúde dos hospitais, prontos-socorros, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Serviços de Pronto Atendimento (SPAs).

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