Deputado Wilker Barreto chama Wilson Lima de ‘assassino’, mas omite dados do MPF sobre conduta de Pazuello no AM

Deputado acusa governador de assassinato, mas omite dados sobre atuação do Ministério da Saúde na crise de saúde no Amazonas.
Redação O Poder
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Manaus-AM | Por: Redação

Na manhã desta quinta-feira (28), o deputado estadual Wilker Barreto (PODEMOS) disse que o Governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) é um assassino, querendo culpar Lima por conta das mortes ocorridas no em unidades hospitalares no estado.

Wilker, começou agradecendo ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) sobre o pedido cautelar da prisão do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que ocorreu nesta quarta-feira (27) e ressaltou que o MPAM faça o mesmo com o Governador.

“Cadê o pedido de prisão do Governador [Wilson Lima]? Pela morte por asfixia, Delegado Péricles. Temos os elementos suficientes para a prisão de um assassino”, exclamou Barreto.

Wilson Lima pediu ajuda do Governo Federal e foi atendido tempos depois

Mas Wilker não menciona que Ministério Público Federal no Distrito (MPF-DF), nesta terça-feira (26), abriu uma apuração preliminar sobre a suposta improbidade administrativa cometidos pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na conduta da crise de Saúde do Amazonas.

Nessa apuração, o MPF vai analisar o uso do dinheiro público na compra de medicamentos, mesmo com a eficácia não ser comprovada cientificamente no tratamento da Covid-19, como a cloroquina e hidroxicloroquina, enquanto pacientes morriam sem oxigênio nas unidades de Saúde.

Em documento enviado ao STF, a Advocacia-Geral da União admitiu que o governo Bolsonaro soube, com pelo menos dez dias de antecedência, que a crise em Manaus estava prestes a ocorrer.

O Governo do Amazonas, informou o Governo Federal de que o Amazonas pudesse sofrer um possível colapso na Saúde, ainda em dezembro, e o Federal demorou mais de uma semana para enviar representantes para o estado. O pedido que foi feito por oxigênio, também só foi atendido dias depois de começar a faltar nas unidades de Saúde.

 

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