Brasília – DF – A Comissão do Senado de Acompanhamento de ações contra a Covid-19 deve ouvir os médicos Michelle Chechter e Gustavo Maximiliano Dutra sobre um procedimento experimental de nebulização de hidroxicloroquina para tratamento contra o novo coronavírus.
Uma das pacientes tratadas no Instituto da Mulher Dona Lindu, em Manaus, faleceu um dia após a inalação do remédio. O pedido de oitiva dos médicos é da senadora Eliziane Gama, do Cidadania do Maranhão. O assunto já foi tratado na Comissão durante audiência com a pesquisadora da Fiocruz, Margareth Dalcomo.
A senadora Kátia Abreu, do PP do Tocantins, questionou o que pode acontecer e os limites para esse tipo de procedimento. “E gostaria que a senhora explicasse um pouquinho mais, porque é uma notícia nova, sobre esta questão de Manaus: a utilização por nebulização da cloroquina sem a menor autorização – que a senhora esclarecesse um pouco mais, do ponto de vista técnico, como isso pôde ocorrer?”
Margareth Dalcomo explicou que existem diversos passos a serem seguidos para uma experiência como essa. E ressaltou que o termo de consentimento feito no experimento de Manaus é precário. “E a Conep exarou uma manifestação extremamente bem fundamentada assinada pelo Presidente da Conep, Dr. Jorge Venancio, pontuando claramente que a Conep inclusive propõe que sejam investigadas as razões pelas quais esses colegas se deslocaram de São Paulo para Manaus para arbitrarem, obtendo de maneira absolutamente equivocada também o que eles chamaram de termo de consentimento, que é um papel assinado por alguém que está longe de ser um termo de consentimento livre assinado pelos familiares quando o paciente não está em condições de fazê-lo.”
A data da audiência com os médicos ainda será marcada. A Organização Mundial da Saúde já concluiu que a hidroxicloroquina não funciona no tratamento contra a covid-19.
*Com informações da Rádio Senado