Manaus | AM
O secretário Municipal de Educação (Semed), Pauderney Avelino, informou, na tarde desta terça-feira (27), que registrou uma queixa-crime contra um empresário e sócio de um veículo de comunicação de Manaus. Segundo o titular da pasta, ele vem sofrendo constantes ataques e ameaças por parte do empresário
Pauderney afirmou que já constituiu um advogado para que cuide do caso, e a queixa-crime contra o empresário foi registrada, com o objetivo de resguardar ações futuras. “As manchetes foram publicadas por um jornal, e depois largamente expandidas por dois jornalistas, empregados do empresário. Nós, obviamente, vamos nos resguardar, resguardando o erário, a nossa secretaria e trabalhar naquilo que nós estamos fazendo melhor”, explicou o secretário.
Sobre as ameaças que vem recebendo, Avelino disse que as mesmas estão explícitas nas manchetes do jornal e em blogs de jornalistas que trabalham para o empresário. “Me agridem todo dia, agem contra a minha honra, agem contra mim e mandam mensagens informando que, se eu ceder, ele para. Se eu não ceder, ele vai continuar. Vou fazer um Boletim de Ocorrência”, afirmou.
Entenda o caso
Em outubro de 2020, na gestão do ex-prefeito Arthur Virgílio Neto, a Semed promoveu um procedimento administrativo para a contratação de uma empresa especializada em prestação de serviços de produção, transmissão e gravação de videoaulas, incluindo a locação de estúdios, fornecimento e instalação de equipamentos, serviços de manutenção, edição e indexação de conteúdo e armazenamento em nuvem.
Em janeiro deste ano, com a mudança de gestão, houve a revogação da licitação, além da prorrogação do Termo de Cooperação Técnica firmado com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), para transmissão das aulas, sem gerar custo aos cofres públicos.
Com isso, o contrato com a empresa contratada anterior foi suspenso. Segundo a Semed, a prestação de serviços custaria R$ 19 milhões aos cofres públicos. Após a suspensão do contrato, o atual secretário da Semed passou a ser alvo de ataques por parte de um jornal da capital.
Um dos sócios do veículo de comunicação também teria participação na produtora então contratada. Sobre o contrato firmado na gestão passada, Avelino disse que o Tribunal de Contas vai investigar o caso, e que o fato em questão “soa estranho”.