Manaus-AM- A deputada estadual Joana Darc (PL) defende a construção de um abrigo público para receber animais vítimas de maus-tratos, que é um dos crimes mais registrados pela Delegacia do Meio Ambiente (Dema), no Amazonas.
De acordo com a parlamentar, a falta de um abrigo público é hoje o maior problema enfrentado pela Dema, uma vez que após a averiguação de denúncias, os animais devem ser retirados dos seus tutores. Joana Darc, que é conhecida por seu trabalho em defesa da causa animal, destaca que essa reunião é mais um dos grandes avanços que a causa conquista este ano.
Ainda de acordo com a deputada, apesar de existir legislação que pune com prisão e multa, ainda há limitação na atuação da delegacia.
Desta forma, Joana Darc irá propor ao governador Wilson Lima a inclusão de um médico veterinário na equipe da Dema, para formalizar os laudos da fauna vitimada, a criação de um abrigo temporário para os animais resgatados nessas situações e ampliação do funcionamento da delegacia para 24 horas por dia.
Na manhã dessa quinta-feira (20), a deputada participou de reunião na Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente (Dema), da Polícia Civil do Amazonas, localizada no conjunto Shangrilá IV, bairro Parque Dez, zona centro-sul, com a participação da Comissão de Proteção aos Animais, Assuntos Indígenas, Cidadania e Legislação Participativa – CPAIP e ONGs de proteção animal da cidade para tratar sobre as melhorias nas denúncias de maus-tratos contra animais.
“A Dema e o Batalhão Ambiental são grandes parceiros no trabalho em prol dos animais. Estive aqui (reunião) para ouvir as demandas e necessidades deles e já irei encaminhar todas as solicitações ao governador Wilson Lima, que tenho certeza, atenderá de imediato. Nenhum animal pode viver em situação de maus-tratos, por isso, essa é uma pauta prioritária do meu mandato”, apontou a parlamentar.
No âmbito legislativo, Joana vem se destacando no combate à violência contra os animais. Uma lei de sua autoria que entrou em vigor recentemente, obriga os autores de maus-tratos a pagarem pelo tratamento médico veterinário da fauna vitimizada. Há em tramitação ainda um outro Projeto de Lei que pune com sanção administrativa e multa de até R$50 mil os autores desta prática criminosa.