Manaus | AM | Agência Câmara
Líderes de partidos de oposição foram à tribuna do Plenário da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (29), para destacar a gravidade da denúncia do deputado Luis Miranda (DEM-DF) e do seu irmão Luis Ricardo, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado.
O líder da oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), disse que as denúncias são graves. “Milhares e milhares de brasileiros foram condenados à morte por falta de vacina, para que a recusa na compra de outras vacinas permitisse a rapidez e facilidade na compra de outra vacina, uma vacina intermediada por uma empresa suspeita”, disse.
Ele afirmou, ainda, que o presidente poderia até não ser ligado à compra suspeita, mas nada teria feito ao ser avisado das irregularidades. Molon falou que os novos fatos reforçam o “super” pedido de impeachment que será apresentado, nesta quarta-feira (30), por partidos e entidades de oposição. “É hora de unir forças”, disse.
Defesa do governo
O deputado Neucimar Fraga (PSD-ES) saiu em defesa do presidente. Disse que Bolsonaro foi parlamentar “em uma das épocas mais sombrias, quando quase a metade deste Parlamento foi denunciado em esquemas” e “saiu com as penas brancas, não se lameou” durante todo esse período.
“Hoje, vejo senadores investigados, que respondem a centenas de processos na Justiça brasileira, questionando a idoneidade de Jair Messias Bolsonaro. Eu posso afirmar que ele jamais se envolveria em negociata, principalmente de compra de remédio, de vacinas. Isso posso afirmar. Bolsonaro é um homem íntegro e já provou isso”, disse.
Para o deputado Coronel Tadeu (PSL-SP), as falhas na vacinação são de responsabilidade dos governadores. “Há muitos governadores de oposição ao presidente Bolsonaro literalmente fazendo política com essa questão da vacina, política com a pandemia, mas atingindo a população”, afirmou.