Arthur Lira diz que não há justificativa para abrir processo de impeachment contra Bolsonaro

Presidente da Câmara dos Deputados afirma que não há motivos para impeachment de Bolsonaro no momento.
Redação O Poder
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Manaus | AM | Agência Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que não vê razões para abrir um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro neste momento. Segundo ele, é preciso aguardar novos acontecimentos, e não há até então nenhum fato novo que justifique a abertura do processo.

Lira participou de entrevista na Rádio Jovem Pan, nesta terça-feira (6). Ele foi questionado se as denúncias envolvendo suposta prevaricação de Bolsonaro em compras superfaturadas de vacinas pelo Ministério da Saúde e denúncias envolvendo o presidente quando foi deputado, no chamado esquema de ‘rachadinhas’, seriam motivos para se abrir um processo.

Lira destacou que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, em funcionamento no Senado, está investigando algumas dessas denúncias e lembrou que há também um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o presidente da Câmara, um impeachment nesse momento traria instabilidade ao País.

“Não podemos institucionalizar o impeachment no Brasil. Não podemos instabilizar o Brasil a cada presidente eleito. As eleições são feitas de quatro em quatro anos para escolher o presidente”, disse. “Nessa situação, o que a CPI está trazendo são depoimentos, que trouxeram uma realidade que está sendo investigada. O inquérito no STF está tendo andamento normal, sem açodamento. Neste momento, a presidência da Câmara tem o papel de atuar com imparcialidade e neutralidade”, acrescentou Lira.

Voto impresso

Em relação à polêmica proposta que autoriza o voto impresso nas urnas eletrônicas, Lira afirmou que não tem compromisso com a aprovação ou a rejeição do texto, mas, sim, com o debate. Segundo ele, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) está seguindo sua tramitação normal e não haverá, por parte dele, interferência nas avaliações partidárias sobre o tema.

“O debate é esclarecedor, vamos buscar um consenso e, se o Congresso votar, é claro que a Justiça Eleitoral teria de implementar. Eu não tenho queixas da urna eletrônica, mas se não tem problema no sistema, não vejo problemas em ter uma auditagem. É melhor do que ter uma eleição questionada”, ponderou Lira.

 

Carregar Comentários