Manaus | AM
Nesta sexta-feira (9), o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou que nas Eleições de 2014, o deputado federal Aécio Neves (PSDB) teria vencido a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), mas que fraude nas urnas eletrônicas mudou o resultado. Ainda nesta sexta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se manifestou sobre o assunto.
Em nota, a Corte Eleitoral ressaltou que “desde a implantação das urnas eletrônicas em 1996, jamais se documentou qualquer episódio de fraude”. “Nesse sistema, foram eleitos os presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro. Como se constata singelamente, o sistema não só é íntegro como permitiu a alternância no poder”.
Sobre as Eleições de 2014, o TSE infomrou que “o PSDB, partido que disputou o segundo turno das eleições presidenciais, realizou auditoria no sistema de votação e reconheceu a legitimidade dos resultados” e lembrou que a “presidência do TSE é exercida por ministros do Supremo Tribunal Federal”. “De 2014 para cá, o cargo foi ocupado pelos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Todos participaram da organização de eleições. A acusação leviana de fraude no processo eleitoral é ofensiva a todos”.
Ainda em nota, o tribunal adianta que “o corregedor-geral Eleitoral já oficiou ao presidente da República para que apresente as supostas provas de fraude que teriam ocorrido nas eleições de 2018”, mas não que houve resposta. “A realização de eleições, na data prevista na Constituição, é pressuposto do regime democrático. Qualquer atuação no sentido de impedir a sua ocorrência viola princípios constitucionais e configura crime de responsabilidade”, finalizou.