Manaus | AM | Com informações da assessoria de imprensa
O Ministério Público do Amazonas (MP-AM), por meio da Promotoria de Justiça de Autazes, provocou a fiscalização, por órgãos ambientais, em pousadas e hotéis de selva ao longo do Rio Juma, para prevenção de possível caráter predatório da pesca esportiva com o reaquecimento que ocorre nesse nicho de turismo.
A fiscalização ocorreu nesta segunda-feira (2%) e teve a participação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Vigilância Sanitária, da Defesa Civil, da Vigilância da Qualidade da Água (Vigiágua), da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM).
“A ação foi realizada para ver as condições das pousadas e não só com relação ao defeso, mas as condições ambientais e de degradação do Rio Juma durante a temporada de pesca. Vai ser aberto um Inquérito Civil (IC) porque foi constatado que, em tese, está havendo excesso de vendas de pacotes para algumas pousadas onde o Ministério Público encontrou consumidores que estavam com problemas”, explicou o promotor Carlos Firmino Dantas.
O MP-AM requereu que em 30 dias os órgãos participantes da operação enviem seus respectivos laudos de vistoria para que componham o IC. Um dos objetivos do inquérito é verificar o cumprimento de um acordo de pesca existente entre os municípios do Careiro e Autazes estabelecido para regulamentar a atividade na região.
“A atividade da pesca esportiva deve ser sustentável de modo que não haja prejuízos aos ribeirinhos, à população da floresta e também para que não se cause danos ao Meio Ambiente, havendo uma pesca excessiva”, finalizou o promotor de Justiça.