Bancada Feminina da Câmara se manifesta contra Eduardo Braga; ‘machismo ainda persiste em relação às mulheres’

Bancada Feminina da Câmara se manifesta contra senador por tratamento desrespeitoso à ministra do governo federal.
Redação O Poder
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Manaus | AM

Após o senador Eduardo Braga (MDB) ganhar repercussão nacional pela forma truculenta que tratou  a ministra chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, a Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados emitiu nota de repúdio contra as declarações desrespeitosas do parlamentar que, aos gritos e palavrões de cunho machista, agrediu a ministra.

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De acordo com a Secretaria da Mulher, “o caso (…) demonstra que, infelizmente, mulheres de todas as classes e condições sociais estão sujeitas à violência de gênero, seja doméstica, física, psicológica ou política”. Além disso, na nota, as deputadas manifestam apoio à ministra.

Ainda de acordo com a secretaria, o episódio também demonstra que o machismo ainda persiste em relação às mulheres que assumem posições relevantes na política brasileira, e afirma que houve flagrante quebra de decoro, e que “de forma vil, usou palavras inapropriadas para com uma autoridade do mais alto escalão do Poder Executivo”.

“A Bancada Feminina da Câmara dos Deputados, juntamente com todas as mulheres que ocupam cargos de relevante serviço público, continuará sua interlocução com todas as esferas do Poder, seja no âmbito Legislativo, Executivo ou Judiciário, se manifestando contra quaisquer posturas desqualificadas, com diálogo, serenidade e a transparência necessárias, mas sem se deixar amedrontar por palavras de linguajar vulgar e machista contra as mulheres”, discorreu.

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Além disso, a nota lembrou que a Constituição Brasileira garante como um de seus princípios fundamentais, a dignidade da pessoa humana. “Assim, diante do exposto, a Secretaria da Mulher reforça sua posição em defesa dos avanços alcançados por meio de políticas públicas de proteção para as mulheres e afirma que não poupará esforços para combater quaisquer ações de violência, seja por palavras ou ações, de crimes de ódio e torpeza que busquem ofuscar os recentes anos de conquistas sociais alcançados pelas mulheres”, finalizou.

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