Manaus | AM
O ex-governador do Amazonas, Amazonino Mendes (sem partido), estaria ‘inquieto’ em meio às articulações sobre a questão partidária, segundo analistas políticos, uma vez que é pré-canditato ao governo do Estado e precisa vencer o desafio que é tentar viabilizar o seu projeto político para disputar as Eleições de 2022.
Ainda sem uma denifição de uma possível filiação ao União Brasil, que surgiu da fusão entre o Partido Social Liberal (PSL) e o Democratas (DEM), o político estaria criando uma forma de pressionar as lideranças partidárias locais de ambos os partidos a se posicionarem sobre a questão.
Desde a semana passada, passaram a ser divulgadas informações de que o ex-governador estaria interessado em se filiar ao Partido dos Trabalhadores (PT), tentando inclusive um encontro com o ex-presidente Lula, o líder petista nacional.
O União Brasil, aprovado neste mês, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e registrado pela Justiça Eleitoral, que na época da aprovação da fusão pelas duas legendas, no início de outubro de 2021, contava com o maior número de membros na Câmara dos Deputados. O novo partido surge com maior fatia dos fundos partidário e eleitoral e maior tempo de propaganda eleitoral na TV.
Consequentemente, a disputa por um lugar no partido é grande e também envolve principais nomes na disputa ao governo do Amazonas. Amazonino encontra como uma dificuldade um nome forte para a sigla no Amazonas: o governador do Estado, Wilson Lima (PSC), que deve tentar a sua reeleição.
Ainda de acordo com analistas políticos, tudo é avaliado com muita cautela pela Executiva Nacional do União Brasil em relação a tomada de decisões, já que a questão partidária envolve questões políticas e econômicas e perpectivas de futuro.