Manaus | AM
O advogado Paulo Feitoza, marido da vereadora Brena Dianná (PSD), acusou o presidente da Câmara Municipal de Parintins (CMP), Mateus Assayag (PL), ao se calar, segundo Feitoza, diante de falas proferidas pelo prefeito Bi Garcia (PSDB) contra outra parlamentar daquela Casa Legislativa, de machismo.
Em um publicação direcionada a Assayag em seu Instagram, Feitoza se diz uma pessoa “extremamente reservda”, mas diante dos últimos acontecimentos envolvendo Brena Dianná, “não tinha como ficar calado”.
O advogado afirma que ele e Assayag se conheceram em 2021, pois acompanhou a vereadora algumas vezes nas sessões parlamentares de Parintins. “Dentro do meu papel como cidadão, sempre observei atentamente os comportamentos e a postura dos vereadores, bem como sempre os tratei com urbanidade e respeito, apesar das diferenças ideológicas e de posicionamento quanto a inúmeros temas, afinal… como democrata é necessário entender as divergências decorrentes do processo político”, escreveu.
Feitoza então, afirma que, há alguma tempo, viu o chefe do Executivo Municipal, o prefeito Bi Garcia, “denominar uma parlamentar no uso de suas atribuições de desequilibrada e de agressiva, pois na visão daquele as atitudes dela eram raivosas”. O advogado não disse qual era a vereadora.
“O seu silêncio (Assayag) quanto ao fato me constrange e me perturba há bastante tempo, mas, hoje, compreendo o seu silêncio, pois é natural que somente os semelhantes mantenham relacionamentos firmes, tais quais os que aproxima você aos seus pares. Assim, explicarei didaticamente para que você possa repensar seus atos, pois algumas vezes é necessário que alguém nos alerte sobre nossas atitudes e, assim nos possibilite a oportunidade de evoluir e melhorar como ser humano”, diz Feitoza.

Ele declara que as frases de Bi Garcia, naquela oportunidade, “eram uma tentativa clara de descredibilizar e diminuir os posicionamentos firmes da vereadora, assim subjugando-a, isso tudo porque a parlamentar apresenta um posicionamento independente, cobrando por mais transparência e por mais ações anticorrupção”.
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O advogado explica que tal atitude pode ser considerada como Gaslighting. “Caso o senhor não saiba, é uma forma de abuso psicológico, ou seja, violência contra mulher… reflexo do machismo estrutural e, claro, institucional. Logo, entendo seu silêncio institucional e a ausência de manifestação ou defesa institucional, mesmo que tal silêncio fosse uma afronta ao parlamento, bem como ao povo, mas como mencionado a natureza aproxima os semelhantes”.
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O marido da vereadora sugere, também, que essa semelhança entre Assayag e Garcia “é tão clara” que o presidente da Câmara de Parintins ao responder, dirigir palavras ou interromper uma parlamentar pratica também “manterrupting” e explica que o termo é “interromper uma mulher em reuniões, impedindo-a de terminar a frase ou concluir um pensamento”.
Ele finaliza dizendo então que apresenta esses esclarecimentos para “que a natureza machista em suas atitudes e em suas ideologias possam ser desconstruídas e, assim proporcione a reflexão necessária para a transformação do senhor em uma pessoa melhor. Afinal…esses semelhantes, até podem esconder a sua natureza durante algum período, todavia a natureza fala mais alto”.