A saga do futuro político do ex-governador Amazonino Mendes

Futuro político do ex-governador Amazonino Mendes está incerto após filiação do atual governador Wilson Lima ao União Brasil.
Redação O Poder
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Manaus | AM

Com a filiação do governador do Amazonas, Wilson Lima, ao União Brasil, nesta quarta-feira (9), em Brasília, o futuro político do pré-candidato ao Governo do Amazonas, Amazonino Mendes (sem partido), pode estar em ‘xeque’.

Isto porque, o União Brasil era tido pelos apoiadores políticos do ex-governador como destino certo de Amazonino. Agora, com a filiação de Lima, o futuro político do ‘Negão’ está em debate. De acordo com a própria assessoria de Amazonino, um de seus possíveis destinos é o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

No Amazonas, a sigla tucana é comandada pelo pré-candidato ao Senado e ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. Em um passado não muito distante, mais precisamente em 2018, Arthur e Amazonino protagonizaram um ‘racha’ político por não chegarem a um denominador comum sobre a reeleição após o ‘pleito tampão’, naquele ano.

Naquela época, conforme informações de bastidores, o ex-prefeito queria que seu filho, Arthur Bisneto, fosse o vice-governador de Amazonino, algo que não ocorreu, causando assim a divergência entre ambos. Ainda em 2018, o ex-prefeito chegou a dizer que Amazonino vivia um sonho de “Cinderela” com relação à Segurança Pública.

Em 2020, quando o ‘Negão’ tentou se eleger prefeito de Manaus, perdendo para David Almeida (Avante), o tucuno chegou a revelar que havia votado em Amazonino e chegou a declarar apoio a ele.

Opções

Ainda na linha de possíveis ‘caminhos’ para Amazonino, surge a dobradinha entre o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido dos Trabalhadores (PT). Neste caso, o ex-governador terá que pedir ‘a benção’ para o deputado estadual Sinésio Campos (PT), para a ex-deputada federal Vanessa Grazziotin e o ex-deputado estadual Eron Bezerra, ambos do PCdoB.

Caso isso venha a acontecer, ele teria que ‘romper’ com os eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL), tendo em vista a questão das ideologias partidárias. Ainda em 2018 quando disputava a reeleição ao governo, Amazonino chegou a declarar apoio a Bolsonaro, à época candidato a presidente da República, que aquela ‘altura’ tinha uma boa aprovação da população. O apoio quase resultou na sua expulsão do Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Já o Partido Socialista Brasileiro (PSB), outra opção, é comandado no Amazonas pelo vereador Marcelo Serafim, representante do prefeito David Almeida na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Por conta da federação partidária, o PSB pode acabar ‘fechando’ com o PT.

O Podemos, que recebeu holofotes por conta da filiação de Sérgio Moro, já foi partido de Amazonino. Mas ao que tudo indica, esta não será novamente sua ‘casa’.

E, por fim, resta o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) que tem como ‘cacíque’ o senador Eduardo Braga que, aliás, também é pré-candidato ao Governo do Amazonas. Braga chegou a apoiar Amazonino nas Eleições de 2020, mas sem sucesso.

Os pontos analisados pela equipe do site O PODER, levam em consideração o tempo no horário eleitoral, o fundo eleitoral e também a federação partidária, questões que seriam de extrema importância para a campanha do ‘Negão’. De certo que o cerco tem se fechado em torno de Amazonino Mendes que já foi um dos ‘cacíques políticos’ mais importantes do Amazonas.

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