Vereador cobra controle populacional de animais e alerta sobre zoonose em Manaus

Vereador alerta sobre aumento de casos de esporotricose, doença causada por fungo, e cobra ação do poder público para controle populacional de animais em Manaus.
Redação O Poder
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Manaus-AM

O vereador Kennedy Marques – Protetor classificou como um erro a falta de informação por parte do poder público, sobre a grande incidência de esporotricose, doença causada por fungo e mais comum em gatos, na capital amazonense. O parlamentar foi acometido pela doença que atinge animais e humanos. Ele fundou a Organização Não Governamental Anjos de Rua e, atualmente, é voluntário na realização de serviços e atendimentos da instituição.

Em entrevista ao Jornal da Cidade, da Rádio ZLZN, o vereador revelou que na Fundação de Medicina Tropical, na zona Centro-Oeste da cidade, existe uma ala especial para tratamento de pessoas acometidas pela infecção, mas nunca houve divulgação.

“No Hospital Tropical, logo em seguida, o médico quando viu disse é esporotricose. Na unidade há uma ala especial hoje só para esporotricose, mas isso nunca foi divulgado. Para você ver a incidência, o volume de pessoas com a doença, de pacientes.”,  relatou o parlamentar.

Responsabilidade?

O vereador defendeu que é preciso definir de quem é a responsabilidade do controle populacional de animais na capital e viabilizar o combate às zoonoses em Manaus, incluindo a esporotricose.

“A doença é tratável, mas ela é uma zoonose, passa de pessoas para animais, de animais para pessoas, então é preciso haver um trabalho no sentido de controle populacional dos animais e combater as mazelas da causa animal.”, ressaltou o vereador.

De acordo com o parlamentar, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) não considera a necessidade da medida (controle populacional de animais) como sua competência.

“Há uma certa rejeição por parte da secretaria de saúde que não aceita que o controle populacional seja de responsabilidade deles. No entanto, a vida inteira, é no CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) que fazem as castrações cirúrgicas de cães e gatos. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente diz que não tem arcabouço jurídico sobre a questão.”, afirmou Kennedy Marques.  “Caberia definir de quem é a responsabilidade. Causa animal e saúde pública precisam ser relacionadas, sim.”, complementou.

Casos graves de animais em situação de rua com esporotricose precisam ser eutanasiados. “A gente lamenta. Alguns animais, gatos agressivos, infelizmente é difícil o tratamento.”, disse o vereador.

O parlamentar tranquiliza a população sobre a doença e reforça a importância do controle populacional dos animais.

“Eu faço questão de dizer que as pessoas não entrem em pânico. Existe tratamento para pessoas no Hospital Tropical, via oral. A concentração de casos de esporotricose que apareceu foi ali na zona Oeste, mas eu cobro mais uma vez: o controle populacional de animais é muito importante nesse momento.”, finalizou Marques.

Esporotricose 

É uma doença crônica e esporádica causada por um fungo, presente no solo e na vegetação. Pode afetar diversas espécies de animais, incluindo cães e gatos e ainda pode ser transmitida ao ser humano, por isso é imprescindível ter alguns cuidados. Os gatos são os mais suscetíveis à infecção, que pode ser disseminada para os humanos.

Nos felinos, os sintomas mais comuns são feridas profundas na pele, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente e espirros frequentes.

Em humanos, os sintomas da esporotricose aparecem após a contaminação do fungo na pele. O desenvolvimento da lesão inicial é bem similar a uma picada de inseto, podendo evoluir para cura espontânea. Em casos mais graves, por exemplo, quando o fungo afeta os pulmões, podem surgir tosse, falta de ar, dor ao respirar e febre.

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