STF arquiva denúncias de Omar Aziz contra Bolsonaro no caso Covaxin

STF arquiva denúncias contra Bolsonaro no caso Covaxin após pedido da Procuradoria-Geral da República.
Redação O Poder
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Manaus-AM |

Rosa Weber, ministra do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu a PGR (Procuradoria-Geral da República) e arquivou nesta sexta-feira (22), o inquérito sobre o suposto crime de prevaricação cometido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) no caso da vacina Covaxin.

As investigações sobre a compra de 20 milhões de doses da vacina indiana, que foi anulada ainda em 2021, começaram quando um funcionário do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, e seu irmão, o deputado federal Luis Miranda (Republicanos), prestaram depoimento à CPI da Covid.

Eles afirmaram ter avisado pessoalmente o presidente sobre irregularidades, incluindo um pedido de pagamento adiantado de US$ 45 milhões não previstos em contrato. O crime de prevaricação ocorre quando um servidor ou autoridade pública retarda ou deixa de praticar um ato que seria de sua responsabilidade para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.

O mentiroso Omar Aziz

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou no dia 25 de junho de 2021 que o presidente Jair Bolsonaro prevaricou ao não mandar investigar a denúncia de suposto esquema de corrupção no Ministério da Saúde na compra de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin, por R$ 1,6 bilhão. A afirmação foi feita logo após o senador governista Jorginho Melo (PL-SC) dizer que que Bolsonaro, assim que tomou conhecimento no dia 20 de março, levou o fato ao então ministro Eduardo Pazuello e o ministro realizou uma investigação acerca das supostas irregularidades.

“Dia 20 de março foi um sábado, e dia 23, terça-feira, Pazuello caiu, não era mais ministro. Como é que ele investigou e deu resposta ao presidente? Bolsonaro não mandou investigar nada. Ele mandou investigar hoje (esta sexta-feira). Para quem prega, joga flecha, joga pedra… ele prevaricou. O presidente prevaricou!”, disse o presidente CPI, deixando claro que Bolsonaro, era passível de sofrer processo de impeachment por crime de responsabilidade.

Foto: Reprodução

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