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Ministério da Defesa rebate acusações do ministro do STF sobre suposta orientação às Forças Armadas para atacar o processo eleitoral.
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Brasília | DF

O Ministério da Defesa do governo de Jair Bolsonaro (PL) rebateu as acusações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso e disse que se trata de uma ofensa grave quando disse que as Forças Armadas “estão sendo orientadas para atacar o processo eleitoral brasileiro”.

O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, divulgou uma nota oficial onde diz que Barroso não tem provas contra as Forças Armadas. O general também classificou a declaração do ministro do Supremo como “irresponsável”.

“Afirmar que as Forças Armadas foram orientadas a atacar o sistema eleitoral, ainda mais sem a apresentação de qualquer prova ou evidência de quem orientou ou como isso aconteceu, é irresponsável e constitui-se em ofensa grave a essas Instituições Nacionais Permanentes do Estado Brasileiro. Além disso, afeta a ética, a harmonia e o respeito entre as instituições”, disse Oliveira.

Ainda na nota, o general acrescentou que as “Forças Armadas, republicanamente, atenderam ao convite do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e apresentaram propostas colaborativas, plausíveis e exequíveis, no âmbito da CTE (Comissão de Transparência das Eleições) e calcadas em acurado estudo técnico realizado por uma equipe de especialistas, para aprimorar a segurança e a transparência do sistema eleitoral, o que ora encontra-se em apreciação naquela Comissão”.

“As eleições são questão de soberania e segurança nacional, portanto, do interesse de todos”, acrescentou.

Repercussão

A fala de Barroso aconteceu em um seminário sobre o Brasil promovido pela Universidade Hertie School, de Berlim, na Alemanha, em uma participação por teleconferência e aumentou o clima de animosidade com o governo.

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