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Em uma live compartilhada nas redes sociais na última quinta-feira (5), o o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o estatal durante a crise é “um estupro” ao povo brasileiro.
“Eu não posso entender a Petrobras faturar horrores durante a crise da pandemia e agora guerra lá fora. O lucro da Petrobras é maior com a crise. […] O lucro de vocês é um estupro, é um absurdo. Vocês não podem aumentar mais o preço dos combustíveis”, declarou Bolsonaro um dia após a empresa anunciar ganho de R$ 44,5 bilhões no primeiro trimestre de 2022.
Após tal afirmação, o pré-candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT), rebateu a fala de Bolsonaro em um vídeo também publicado, porém no sábado (7).
“O principal estuprador nesta história é ele que estupra o povo com preços altos e estupra a verdade dizendo que não tem culpa nesse crime hediondo”, aponta Ciro. “A Petrobras, apesar da venda gigantesca de ações feitas por Fernando Henrique e, principalmente, por Lula, ainda é uma empresa cuja a maioria do capital pertence ao povo brasileiro. O sócio majoritário do capital que vota é o governo brasileiro. Portanto, o presidente da República é quem decide, em última instância, a política de preços da Petrobras”, explica o pré-candidato. “A hora que quiser o presidente tem o poder de mexer na política. Só não faz isso um presidente que seja trouxa, vendido e que não saiba como fazer”, acrescentou.