Centro de Bionegócios da Amazônia receberá comando de gestão privada

Centro de Bionegócios da Amazônia terá gestão privada para fomentar inovação e aproveitamento sustentável da biodiversidade.
Redação O Poder
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Manaus | AM

O Ministério da Economia e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), se reuniram nesta quinta-feira ,(19), no auditório do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), para esclarecer dúvidas dos interessados no edital de chamamento público para seleção da sua nova gestão. O edital irá escolher uma entidade privada sem fins lucrativos que, na forma de uma Organização Social (OS), será responsável pela gestão do novo órgão.

O superintendente da Suframa, Algacir Polsin, ressaltou que a garantia de uma personalidade jurídica ao CBA faz parte de um conjunto de medidas de fomento ao ecossistema de inovação da região que inclui, entre outras iniciativas, as alterações de normas para o incentivo de uso e beneficiamento de matéria-prima regional para atrair indústrias e bioindústrias. “A intenção é que o CBA seja um grande polo indutor da bioeconomia da nossa Amazônia, transformando pesquisas em notas fiscais e se posicionando como um centro de inteligência, apoio e fomento às iniciativas que promovam o aproveitamento econômico, racional e sustentável da nossa biodiversidade”, frisou Polsin.

De acordo com o analista de comércio exterior da Secretaria Especial de Produtividade e Competividade (SEPEC), Edgar Rodrigues, essa nova formação para o poder privado da CBA, vai trazer mais produção e independência para o Amazonas. “Não tenho dúvidas de que temos na biotecnologia uma oportunidade de avançarmos, em frente a outros setores. Primeiro é um tema que muito se fala, mas pouco resultado existe mesmo nas nações desenvolvidas. Então fomos pesquisar o que a Alemanha ou China, por exemplo o que estão fazendo. Os estudos avançados que produziram mais resultados até o momento, foram na área de aproveitamento de resíduos florestais, biomassa, etc”, argumenta.

Os desenvolvimentos de pesquisa científica continuarão, com a nova gestão privada, com os trabalhos dirigidos ao desenvolvimento de novos negócios e projetos, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico e inovação. A transição será oficializada nos próximos meses.

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