Manaus | AM
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), foi incisivo ao falar do primeiro discurso do deputado federal Marcelo Ramos (PSD), após destituição do cargo da vice-presidência da Câmara nesta terça-feira (24). Lira definiu a manifestação do parlamentar amazonense como “lacração palanqueira” e disse que não iria respondê-lo, pois nunca representou à si mesmo, mas aos 513 deputados que compõem o parlamento.
“A presidência da Câmara exige de mim que respeite a função. Eu nunca representei a mim mesmo na Casa, mas aos 513 deputados e deputadas. Em respeito a todos os senhores e senhoras, não reagirei a lacrações palanqueiras e de celeumas de redes sociais. Seguirei em frente, sempre trabalhando pelo bem do nosso regimento”, disse Lira.
O presidente da Câmara ainda foi enfático ao lembrar que errou ao tentar, de todas as maneiras, composições partidárias para manter Marcelo Ramos no cargo de vice-presidente da Casa.
“Em consideração ao meu vice, fui negligente e desde fevereiro quando ele mudou de partido tentei todas as composição partidárias para mantê-lo. Mas não existem ‘superdeputados’ e não houve ingerência. Houve o pedido de um membro da Casa pedindo que o regimento não fosse respeitado”, declarou o presidente da Câmara.
Outro ponto lembrado por Arthur Lira foi que a destituição de Ramos é totalmente respaldada por artigo do regimento interno da Câmara.
“Artigo 8º parágrafo 5º diz: em caso de mudança de legenda partidária, o membro da mesa perderá automaticamente o cargo que ocupa. No total, 125 mudanças existiram na janela de março e 32 deputados perderam cargos de comissões, de maneira silenciosa e respeitosa. De maneira objetiva e respeitosa todos cumpriram o regimento”, encerrou Lira.