Augusto Aras afirma que absolvição de Daniel Silveira foi constitucional

Procurador-Geral da República defende constitucionalidade do indulto concedido pelo presidente Bolsonaro ao deputado Daniel Silveira.
Redação O Poder
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Brasília | DF

O Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Aras, enviou manifestação à ministra do Supremo Tribunal de Federal (STF), Rosa Weber, com o entendimento que o indulto concedido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), que o decreto impugnado não há inconstitucionalidade aptos a justificar a sua invalidação.

Quatro ações foram movidas por partidos no STF para questionar o perdão concedido por Bolsonaro e elas foram sorteadas para a relatoria de Weber, que solicitou a manifestação do PGR. “A graça e o indulto, por configurarem atos políticos dotados de ampla liberdade de conformação, revelam-se insuscetíveis de avaliação judicial”, disse Aras.

No entanto, para o PGR, a suspensão dos direitos políticos de Silveira deve ser mantida, de acordo com a decisão inicial que o impediria de exercê-los pelo período que durasse a pena. “O exercício do poder da graça não interfere na suspensão dos direitos políticos, após o trânsito em julgado, em decorrência da condenação, e, tampouco, no que venha a ser ou tenha sido decidido quanto à perda de mandato político”, argumentou.

Caso Daniel Silveira

O parlamentar foi condenado pelo STF em 20 de abril de 2022 a oito anos e nove meses de prisão e à perda do mandato e dos direitos políticos por ofensas e ameaças aos ministros da Corte e por tentar impedir o livre-exercícios dos poderes ao incentivar apoiadores a invadir o prédio do Tribunal e pedir um novo AI-5. No dia seguinte à condenação, Bolsonaro publicou um indulto presidencial a Silveira, livrando-o de cumprir a sentença.

 

Com informações da Jovem Pam*

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