Boris Casoy critica decreto do governo Lula que cria Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia

Jornalista critica decreto do governo Lula que cria nova procuradoria para combater 'desinformação'
Redação O Poder
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MANAUS | AM

A criação da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, vinculada à Advocacia-Geral da União (AGU), que terá no governo Lula (PT) entre suas funções o “enfrentamento à desinformação sobre políticas públicas”, foi alvo de críticas por parte do jornalista Boris Casoy. Nesta sexta-feira (6), ele publicou um vídeo nas redes sociais chamando o ato de “loucura” e associando às políticas do governo de Cuba.

“Isso não é um erro, isso é uma loucura! O Executivo cuidando de fake news, o Executivo assumindo a posição ou da Justiça ou mais certamente do Ministério Público. Isso cabe ao Ministério Público”, disse o jornalista, mostrando-se indignado.

Casoy cita reportagem do O Globo intitulada “Decretos sobre fake news geram controvérsia”, a qual faz um alerta sobre a preocupação com o assunto, por abrir brecha para o cerceamento de opiniões contrárias à gestão. O texto enfatiza que não há na lei brasileira uma definição a respeito do que é desinformação — o Projeto de Lei (PL) das fake news, que busca regulamentar o assunto, segue em discussão no Congresso.

“Discurso de ódio, tudo bem, parece nobre, mas você tem que definir exatamente qual é esse crime, parametrar, tipificar. Aqui não tem nada, cabe qualquer coisa. Não cabe ao Executivo esse tipo de conduta. Isso é uma loucura, uma vergonha, levando-se em consideração as tendências autoritárias do PT”, ressaltou o jornalista.

A nova Procuradoria

O novo titular da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Rodrigo Araújo Messias, anunciou na última segunda-feira (2) a criação da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, dentro da instituição. As competências da nova procuradoria constam no decreto nº 11.328 de 1º de janeiro de 2023 – íntegra aqui.

No entanto, o documento não explica os critérios a serem utilizados pela área para a definição do que seria uma informação legítima, assim como não detalha como será a estrutura da nova instituição e qual metodologia para monitoramento dos fatos será utilizada.

Em nota, a AGU informou que irá considerar como desinformação “fatos inverídicos ou supostamente descontextualizados levados ao conhecimento público de maneira voluntária com objetivo de prejudicar a adequada execução das políticas públicas, com real prejuízo à sociedade”.

Para Boris Casoy, o nome dado à Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia “parece um título de ministério cubano”.

ASSISTA AO VÍDEO NA ÍNTEGRA: 

Foto: Reprodução/internet 

 

 

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