MANAUS | AM
O comando da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) ainda é uma incógnita no cenário econômico do Amazonas, e a vacância já se aproxima do primeiro mês. Nomes de políticos do Estado têm ganhado força nos últimos dias para assumir o cargo, como dos deputados federais Bosco Saraiva (Solidariedade) e José Ricardo (PT), que deixam a Câmara Federal a partir de fevereiro.
Enquanto o governo Lula (PT) não define um nome para a Suframa, a Advocacia-Geral da União (AGU) designou nesta quinta-feira (26), de forma interina, a superintendente-executiva-adjunta, Ana Maria Souza, para responder pela administração até a nomeação de um novo titular.
De acordo com informações obtidas pelo O PODER, o superintendente deve partir da indicação da bancada do Amazonas do Congresso Nacional. A reportagem entrou em contato com os principais cotados, que falaram sobre planos da vida pública e expectativas para a indústria local.
Apesar de ser um nome que ascendeu no meio político para assumir a entidade, o deputado federal Bosco Saraiva não tem interesse no cargo. “Estou concluindo meu mandato de deputado federal e sigo com o firme propósito de cumprir em 2023, a partir de fevereiro, meu ano sabático. Tudo o mais envolvendo meu nome não passa de especulação”, frisou.
Por meio do Solidariedade, Bosco foi um dos parlamentares que mais teve destaque na defesa da ZFM quando decretos do governo Bolsonaro (PL) colocaram em xeque a competitividade do modelo econômico, em 2022.
Já o deputado federal José Ricardo parece estar mais interessado no posto, entretanto, ele ainda não recebeu contato do governo federal e demais envolvidos no processo de escolha. “Eu não sei como estão as discussões sobre a indicação de nomes. Na verdade, o meu nome está sendo indicado por vários segmentos da sociedade aqui no Amazonas e também dentro do PT, mas não participei de nenhuma conversa, nenhuma reunião no ministério ou nas articulações efetivas”, disse.
O petista ainda ressaltou o perfil que considera ser ideal para o cargo de superintendente. “Eu entendo que a Suframa é um órgão muito importante para o Amazonas e para a Amazônia Ocidental, então, é importante ter um superintendente que conheça bem a situação dela [da Suframa], da sua função estratégica, o olhar para a nossa região Amazônica. Nós precisamos disso, fortalecer as instituições federais para o desenvolvimento regional e, ao mesmo tempo, fortalecer a estrutura da Suframa”, avaliou.
Durante a transição entre os governos Bolsonaro e Lula, José Ricardo integrou o grupo técnico de Desenvolvimento Regional e foi incumbido de fazer um levantamento sobre os dados da Suframa.
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