‘Derrubar não tem como’, diz Plínio Valério sobre independência do Banco Central criticada por Lula

Senador Plínio Valério (PSDB-AM) comenta críticas de Lula sobre a independência do Banco Central e a taxa de juros atual.
Redação O Poder
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Manaus | AM

Em manifestação exclusiva para o site O PODER, o Senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou as falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a independência do Banco Central (BC) e a atual taxa de juros aprovada pelo Copom.

“Lula está querendo desviar a atenção para outra coisa, ele sabe que não vai conseguir. Derrubar não tem como, ele vai ter que engolir [independência do BC]. Não tem clima político para isso. O PT tem o BNDES, tem a Petrobras, e só falta o Banco Central para baixar a Selic de forma irresponsável”, afirmou o senador.

Questionado sobre a possibilidade de rever a independência do BC, Lula afirmou em entrevista concedida à RedeTV: “O povo tá melhorando de vida? Não! Então eu quero saber de que serviu a independência [do BC]. Eu vou esperar esse cidadão [Roberto Campos Neto] terminar o mandato dele, para fazermos uma avaliação. O que significou o banco central independente?”.

Banco Central

A independência do Banco Central foi criada pela Lei Complementar 179/2021, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) em fevereiro de 2021. Projeto de autoria do senador Plínio Valério (PSDB-AM) e as relatorias do senador Telmário Mota (PROS-RR) e do Deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE). A legislação criou mandatos de 4 anos para a presidência e as diretorias da instituição, não coincidentes com o do presidente da República. Indicado por Bolsonaro, Campos Neto permanecerá no cargo até dezembro de 2024.

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