‘Protege nossas crianças’, diz Fausto Jr. sobre projeto que proíbe transição de gênero em menores

Projeto de lei busca proibir transição de gênero em menores de 18 anos e uso de bloqueadores hormonais.
Redação O Poder
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MANAUS | AM

O deputado federal do Amazonas Fausto Jr. (Cidadania-AM) afirmou, nessa quinta-feira (23), que irá subscrever o projeto de lei, de autoria do colega deputado Mário Frias (PL-SP), que proíbe a transição de gênero em menores de 18 anos e o uso de bloqueadores hormonais e procedimentos cirúrgicos. O parlamentar amazonense afirma que o texto protege crianças e os adolescentes e que irá subscrever a medida.

“O PL do deputado Mário Frias protege nossas crianças e adolescentes – ou seja, menos de 18 anos – de realizarem tratamentos que interrompam seu desenvolvimento natural através de hormônios, evitando assim casos de imposição precoce da identidade de gênero”, declarou Fausto Jr.

Na avaliação do deputado, os jovens estão “aprendendo a problematizar” o próprio gênero nas escolas e nos ambientes virtuais e muitos entram em contato com uma “gama de classificações de gêneros diferentes”, ficando confusos.

“Essa confusão cheia de incertezas pode atrapalhar seu desenvolvimento, visto que se encontram num período extremamente vulnerável. E isso não pode ser ignorado”, relatou, nas redes sociais.

“Parabenizo o deputado Mário Frias. Esse projeto não tem apenas meu apoio, como também vou subscrevê-lo e trabalhar arduamente pela sua aprovação no Congresso Nacional. Conte comigo”, afirmou o Fausto Jr.

Transição

O projeto de lei do deputado federal e ex-secretário da Cultura do Governo Jair Bolsonaro (PL), Mário Frias, foi apresentado na Câmara dos Deputados no começo de fevereiro. O texto foi elaborado após uma reportagem do G1 indicar que há 280 menores de idade em procedimentos de transição no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), sendo 100 crianças entre os 4 e os 12 anos e 180 adolescentes de 13 a 17 anos.

“Importante ressaltar que o PL prevê a exceção aos casos de puberdade precoce, ou seja, nesses casos a criança pode seguir tomando a medicação de bloqueio”, escreveu Frias, nas redes sociais. “Nesse primeiro momento, a ideia é manter as proibições já previstas nas normas administrativas, porém, com força de lei”, continuou.

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