PAÍS
Cerca de 450 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se deslocam para o Assentamento Itamarati para ocupar a região, localizada no Mato Grosso do Sul. Além disso, os invasores se organizam para tomar posse da região Centro-norte do estado, entre os municípios de Corguinho e Rochedo.
A ação ganha notoriedade após a Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), outra organização, invadir, no sábado de carnaval (18), a Fazenda Fernanda, localizada em Japorã (cerca de 475 km da capital Campo Grande).
“Existe a possibilidade de ocuparmos duas regiões distintas de Mato Grosso do Sul. De forma mais concreta, estamos articulando a ocupação próxima ao Assentamento Itamarati, próximo ao município de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. Imaginamos ocupar o território com cerca de 400 a 450 famílias já nos próximos meses”, destacou ao Correio do Estado o coordenador nacional do MST, Claudinei Barbosa.
Além de Mato Grosso do Sul, invasões, conflitos e prisões de integrantes da FNL ocorreram em São Paulo e no Paraná. Na ocasião, a FNL disse em nota que o grupo “ocupou a área (que seria de um traficante falecido) pedindo às autoridades que cumpram a lei e encaminhem a área para fins de reforma agrária, para que seja organizado um assentamento imediato das famílias”.
Desde 2019, o MST planeja dobrar o número de acampados em Mato Grosso do Sul. Na ocasião, o grupo contava com cerca de 900 famílias, distribuídas em nove acampamentos no estado. O objetivo era atingir a marca de 1,8 mil famílias assentadas.
(*) Com informações do Correio do Estado