Deputados federais se unem para suspender decreto de Lula que barra direito de uso de armas esportivas

Deputados federais da 'Bancada da Bala' se reúnem para discutir estratégias para suspender decreto de Lula que restringe o uso de armas esportivas.
Redação O Poder
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

PAÍS

Deputados federais que integram a “Bancada da Bala” reuniram-se na manhã desta quarta-feira (8) para organizar um contra-ataque aos decretos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que barraram as regras de acesso a armas e novos registros para caçadores, atiradores e colecionadores (CACs), instituídos por seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL).

O encontro aconteceu na casa do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e contou com a presença de parlamentares do PL, entre eles Eduardo Bolsonaro, André Fernandes, Nikolas Ferreira e Paulo Bylinskyj, além do Coronel Assis (União Brasil) e do Sargento Fahur (PSD).

“Vamos tratar de armas de fogo, PDL [projeto de lei] e suspensão do decreto de Lula. Só pau na esquerda”, disse Bylinskyj em vídeo nas redes sociais. “Essa é uma luta nossa. Todo brasileiro tem direito a autodefesa, para defender a família, o patrimônio e a vida do cidadão”, complementou Assis.

Em um dos registros, Eduardo Bolsonaro aparece apresentando as questões a Lira, como um porta-voz do grupo, que deve traçar estratégias e buscar soluções e ações para o tema.

Prejuízos ao esporte

As restrições impostas para o acesso a armamentos e munições no Brasil, após o Decreto 11.366/2023, assinado por Lula, trouxeram impactos aos praticantes de tiro esportivo. Logo que assumiu o mandato, o pestista revogou total ou parcialmente sete decretos do governo Bolsonaro, além de ter baixado novas diretrizes gerais sobre a política de acesso a armas e munições.

A modalidade foi a primeira a garantir ao País uma medalha de ouro na história dos Jogos Olímpicos, mas para os atletas e entidades representativas, a nova regulamentação demonstra preconceito e falta de reconhecimento com o esporte. “Somos favoráveis à regulamentação, desde que não haja prejuízo ao esporte”, afirmou, à época, o presidente da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE), Jodson Edington.

Conforme explicou Edington, a suspensão da emissão de novos Certificados de Registro (CR) prejudica o início no esporte por novos atletas. Já sobre os atletas veteranos, a nova regulamentação reduziu de 5.000 para 600 o número de munições que podem ser adquiridas por ano, mas há modalidades em que essa quantidade é utilizada em apenas uma única etapa.

“Houve também uma redução drástica na quantidade mensal de munições que possam ser repassadas para os atletas pelos clubes [50 unidades], para utilização exclusiva nas etapas, uma vez que a quantidade necessária não pode ser transportada de avião. E o deslocamento por carro na maioria das vezes é impossível em razão da distância”, acrescentou o presidente da CBTE.

Além disso, outras duas mudanças que impactaram diretamente os atiradores esportivos: a proibição da aquisição de insumos para recarga de munições; e a proibição de armas com calibre restrito, necessárias para algumas modalidades.

Foto: Reprodução/Redes sociais

 

 

 

 

Carregar Comentários