O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) evitou comentar a indicação do nome do delegado de polícia e diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), Rodrigo de Sá para a presidência do Partido Progressistas (PP) no Amazonas, sigla até então presidida no estado pelo vice-prefeito, Marcos Rotta. A mudança diminui as opções de obter melhores condições partidárias para o chefe do Executivo Municipal, que tem o desafio de trabalhar a sua reeleição.
Ainda em 2022 começou a ser cogitado que o prefeito poderia trocar o Avante pelo PP no estado, pensando em maior envergadura política e com vistas ao pleito de 2024, em que deve disputar a reeleição. A direção nacional da legenda teria colocado o PP/AM e até a presidência regional à disposição de David Almeida. Até recentemente, as informações de bastidores davam conta que o prefeito analisava uma possível federação entre União Brasil, PP e Avante que poderia atrapalhar os seus planos.
Falando nisso, sem acordo, nesta semana os partidos desistiram da federação “União Progressista”.
“No que diz respeito ao Progressistas, encerramos as discussões para formação de federação junto com o partido União Brasil.”, informou nas redes sociais o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira.
Na tarde desta quinta-feira (16), David Almeida chegou a mencionar que as negociações do PP e União Brasil não tiveram êxito. E veio a mudança no comando do PP no Amazonas a partir de uma articulação política do governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil) com a executiva nacional do PP. O ato já foi até oficializado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
“Meu partido é o Avante, não falo de outro partido. Eles tinham uma questão lá com o União, aí não deu certo.”, observou.
Por fim, David Almeida manteve o mistério sobre o seu projeto político.
“Não falo de política nem de partido, só ano que vem.”, acrescentou o prefeito ao ser questionado pela reportagem do site O Poder sobre o cenário político que também lhe envolve.