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Durante a visita do presidente Lula para a China, está previsto, como parte dos mais de 20 acordos que serão assinados entre os dois países, a assinatura de um acordo com o maior grupo de imprensa estatal do país asiático, o Grupo de Mídia da China, conhecido por sua sigla CMG.
O conglomerado chinês foi estabelecido em 2018 e inclui empresas como a Central China Television, China National Radio e outras. Em 2020, o Departamento de Estado norte-americano designou algumas das companhias do conglomerado como “missão estrangeira” e como “operativos do Partido Comunista Chinês”.
O tratado prevê a “troca e cooperação de conteúdos em prol do desenvolvimento econômico, social e sustentável dos dois países”.
Na China, a imprensa é controlada pelo estado de forma integral. O acordo prevê que a cooperação possa ocorrer por dois anos, automaticamente renovada por mais dois anos.
O texto também descreve o intercâmbio de profissionais. Ou seja, chinesas poderão atuar no Brasil e profissionais nacionais poderão fazer esses estágios na China. Um dos pontos centrais ainda é a produção de conteúdo audiovisual. “A Secretaria de Relações Institucionais auxilia na promoção à comunidade brasileira de conteúdo audiovisual produzido pela CMG que refletem os laços políticos, econômicos, culturais e sociais entre China e Brasil”, diz.
Segundo o documento, “ambas as partes concordam em intensificar intercâmbios e cooperação acerca da inovação de tecnologias”. Está ainda prevista a organização de eventos e indica que a Secretaria de Relações Institucionais “fornece informações sobre seus eventos para a CMG acompanhar a cobrir”.
Com informações do Uol*