Deputada do PL acusa parlamentar do PCdoB de assédio: ‘Chegou por trás’

Deputada do PL acusa colega do PCdoB de assédio durante reunião na Câmara dos Deputados.
Redação O Poder
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A deputada federal e vice-líder do PL na Câmara dos Deputados, Júlia Zanatta, acusa o colega de parlamento Márcio Jerry (PCdoB-MA) de assédio. Nas redes sociais, Zanatta publicou uma foto em que Jerry aparece próximo de sua nuca, encostando o rosto em seus cabelos.

As imagens foram divulgadas somente nesta quarta-feira (12), mas o registro foi nesta terça (11), durante tumulto ocorrido na reunião da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, que recebeu o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.

“Nunca dei liberdade para esse deputado e nem sabia qual era o nome dele, mas ele se sentiu LIVRE para chegar por trás de mim. A sorte que alguém pegou a cena ABSURDA!”, relatou a deputada. “Se fosse uma deputada de esquerda e um deputado de direita: já sabem né?”, indagou.

Ao Metrópoles, a parlamentar disse que Jerry teria dado um “cheiro em seu pescoço”.

Segundo Zanatta, a bancada do PL avalia quais medidas legais serão tomadas contra o parlamentar. A deputada disse que só denunciou o caso na internet depois que viu as imagens da Câmara, para que não fosse desmentida.

Apoio

O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) publicou um vídeo em que é possível ver o momento em que Márcio Jerry fala no ouvido da deputada. Bilynskyj afirmou que entrará com representação na Comissão de Ética e pediu a cassação do mandato do político do PCdoB .

No Twitter, o deputado federal André Fernandes (PL-CE) prestou solidariedade à correligionária e pediu providências. “As câmeras capturaram tudo. O assediador tem que ser responsabilizado urgente”, defendeu.

Já o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro (PL-SP), afirmou que “atitudes serão tomadas” e sinalizou apoio: “Conte comigo”.

Defesa

Por sua vez, Márcio Jerry nega qualquer tipo de ação inconveniente e afirma que estava apenas falando com a colega. Ambos utilizaram imagens do momento para defenderem seus argumentos.

O acusado disse que a parlamentar estava tentando criar uma narrativa “infame e despropositada”.

Confusão

A ida do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (11), foi marcada por gritos e confusão. O assunto da pauta foram os atos de 8 de janeiro e o novo decreto que regulamentará a circulação de armas no país.

Desde o início da sessão, parlamentares trocavam ofensas e desrespeitavam a ordem de falas. Dada a situação, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) encerrou a reunião, após alteração generalizada entre os membros do colegiado. Nas redes sociais, o ministro da Justiça foi acusado por membros da oposição de ter abandonado a Comissão e não ter respondido as indagações feitas pelos deputados.

Um dos parlamentares que causou tumulto na sessão foi o deputado Márcio Jerry, que é um antigo correligionário de Flávio Dino no PCdoB. Ambos já atuaram no mesmo período no governo do Maranhão, quando Dino foi chefe de Executivo Estadual e teve Jerry em seu secretariado.

Foto: Reprodução/Redes sociais

 

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