O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, nesta terça-feira (11). A denúncia é de peculato, que corresponde ao desvio de dinheiro público.
No documento, o parlamentar pede que o ministro seja investigado pelas denúncias de que teria empregado, como assessor na Câmara dos Deputados, um funcionário do haras de sua irmã, localizado em Vitorino Freire, no Maranhão.
Em março, o jornal O Estado de S. Paulo publicou uma reportagem que dizia que o funcionário do haras recebia salário da Câmara, mas nunca trabalhou para o gabinete de Juscelino Filho. Na verdade, ele teria uma função na propriedade da família.
O funcionário teria ficado no cargo por sete anos, até o início deste ano, quando o então deputado se licenciou para integrar o primeiro escalão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A mesma situação também ocorreu com o piloto de avião particular de Juscelino.
“Protocolei uma notícia-crime no STF para que o ministro das Comunicações seja investigado pelo crime de peculato, por usar seu assessor, pago com dinheiro público, para trabalhar em fazendas de sua família. Mais um crime na sua lista de escândalos. Que a justiça seja feita”, escreveu o deputado, no Twitter.
Protocolei uma notícia crime no STF para que o Ministro das Comunicações seja investigado pelo crime de peculato, por usar seu assessor, pago com dinheiro público, para trabalhar em fazendas de sua família. Mais um crime na sua lista de escândalos. Que a justiça seja feita.
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) April 11, 2023
No texto ao STF, Nikolas afirma que “se confirmada a conduta praticada pelo atual ministro das Comunicações, configurado estaria o peculato, porquanto se trata de utilização de verba pública para fins privados”.
A imprensa também mostrou que o ministro omitiu da Justiça Eleitoral ter R$ 2,2 milhões em cavalos de raça. Os animais ficam no haras cujos proprietários são sua irmã e um ex-assessor demitido do Senado depois que uma reportagem mostrou que ele era funcionário “fantasma”.
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