Rosa Weber e Alexandre de Moraes visitam presos do 8 de janeiro

Ministros do STF visitam presos do 8 de janeiro e conversam sobre condições da penitenciária.
Redação O Poder
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Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber e Alexandre de Moraes visitaram nesta semana o Complexo da Papuda, onde estão custodiados quem esteve nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Rosa Weber é presidente do STF e com Alexandre de Moraes foram recebidos pela titular da Vara de Execuções Penais de Brasília, juíza Leila Cury, pelo diretor do Centro de Detenção Provisória II, Marcelo Praxedes e pelo representante da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape) do Distrito Federal, por Elton Fontele de Lima.

Alexandre de Moraes chegou a ser convidado a provar da comida distribuída na Papuda, além disso os ministros ouviram os detidos como são as condições da penitenciária. Os presos ouviram dos ministros que todos os casos estão sendo avaliados individualmente pelo Supremo devido ao processo legal e depois disso, visitaram salas de aula e conversaram com presos que não foram detidos por conta dos atos de 8 de janeiro. No mês passado, os dois haviam visitado mulheres detidas no presídio da Colmeia.

No dia 9 de janeiro, a Polícia Federal (PF) prendeu 2.151 pessoas, entre elas idosas, mães e trabalhadores que estiveram em Brasília acampadas diante dos quartéis. Após serem identificadas, 745 pessoas foram liberadas imediatamente, alguns com idade acima dos 70 anos, além dos presos na faixa etária entre 60 e 70 anos com comorbidades e cerca de 50 mulheres que estavam com seus filhos menores de 12 anos nos atos.

Do total de 1.406 pessoas que continuaram presas, permanecem atualmente 181 homens e 82 mulheres, um total de 263 pessoas. Contudo, 4 mulheres e 27 homens foram presos por fatos relacionados ao dia 8, após o dia 9 de janeiro, em diversas operações policiais. De maneira que estão presos atualmente um total de 294 pessoas – 86 mulheres e 208 homens.

Aos liberados, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) foram aplicadas medidas cautelares àqueles acusados por incitação ao crime. O Ministro Alexandre de Moraes considerou que eles já foram denunciados e não representam mais risco processual ou à sociedade neste momento, podendo responder ao processo em liberdade provisória.

Com informações do STF

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