PAÍS
Ao comentar o fim da isenção de taxação das encomendas internacionais abaixo de 50 dólares (R$ 246 na cotação atual), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse desconhecer a varejista chinesa Shein e declarou que o único site de compras que conhece é o da Amazon. A afirmação foi feita durante entrevista concedida por ele à GloboNews, nesta quinta-feira (13).
“Vocês falam da Shein como se eu conhecesse. Eu não conheço a Shein. Único portal que eu conheço é o da Amazon, eu compro um livro todo dia, pelo menos”, afirmou.
Em meio à polêmica envolvendo a taxação de produtos importados, o ministro afirmou que é preciso garantir igualdade de tratamento entre empresas estrangeiras e brasileiras. Haddad alegou que há muita “desinformação” sobre o assunto e sustentou que não há planos de aumentar impostos, nem de “acabar” com o comércio eletrônico.
“Há empresas brasileiras que atuam no Brasil, tanto com lojas abertas quanto com comércio virtual. Há empresas estrangeiras que têm sede no Brasil e há portais estrangeiros que vendem no Brasil. E tudo isso é absolutamente legal e ninguém está pensando em aumentar imposto nem nada disso”, justificou.
Ganhos
Segundo relatório do BTG Pactual, a Shein faturou, somente em 2022, aproximadamente R$ 8 bilhões no Brasil. O valor representa um aumento anual de 300%.
O relatório também indica que o crescimento da varejista não foi acompanhado por nenhuma outra empresa que trabalhe com fast fashion no país.
Foto: Ministério da Fazenda