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Preso desde o último dia 14 de janeiro em um Batalhão de Polícia Militar na região do Guará, no Distrito Federal, o ex-ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro (PL), Anderson Torres, estaria com agravamento do quadro depressivo. Segundo o jornal O Globo, um laudo médico feito por um profissional de saúde do governo do DF aponta que o ex-ministro, teve “piora significativa” do quadro psiquiátrico.
“Houve piora significativa do estado geral do paciente, com perda de peso, mais ou menos dez quilos, aumento da frequência e intensidade das crises de ansiedade seguidas de crises de choro e nervosismo intenso acompanhada de preocupação intensa em relação às suas filhas menores”, diz o laudo.
O médico relata ainda queixas apresentadas por Torres nos últimos meses, entra elas “sensação de desconforto e angústia física, pressão na cabeça associada a sintomas psíquicos como nervosismo, pensamentos ruins”, além de “episódios de medo de insegurança relacionada a familiares”.
De acordo o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), a comitiva parlamentar composta 30 membros aguarda o aval da defesa de Torres para protocolar o pedido de visita junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Depoimento adiado
Nesta segunda-feira (24), a Polícia Federal (PF) adiou o depoimento do ex-ministro da Justiça, que estava marcado para às 14h, após advogados de defesa pedirem o adiamento “em função do seu estado de saúde delicado”. A solicitação foi aceita pela PF e uma nova data ainda deve ser divulgada.
Prisão mantida
No último dia 20, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão preventiva de Anderson Torres. O ministro negou pedido de revogação da prisão preventiva apresentado pela defesa no Inquérito (Inq) 4923, que investiga a responsabilidade de autoridades nos delitos ocorridos na Praça dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro. À época, Torres atuava como secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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