MANAUS | De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) a condenação de um lote do Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP 50/60), pela Petrobras, por não atender as características físicas exigidas para a qualidade do pavimento do asfalto, ocasionou a paralisação temporária de obras em Manaus por duas semanas.
Segundo a nota emitida pela Seminf o abastecimento da refinaria paralisado deverá retornar mais lento, devido a baixa do fornecimento, e outras obras serão priorizadas como recuperação e substituição de rede de drenagem contenção de erosão, desobstrução de caixas coletoras, implantação de tampas de bueiros e construção de calçadas, meio-fio e sarjeta.
A assessoria não soube informar o motivo da baixa do fornecimento do CAP e justificou que as informações sobre o abastecimento seriam de responsabilidade da própria Petrobras.
A Refinaria
Privatizada por cerca de R$ 1,3 bilhão à Atem’s Distribuidora, no fim do governo do ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), a antiga Refinaria Manaus (Reman), alterou seu nome para Refinaria da Amazônia (Ream).
Com seis décadas em funcionamento no Distrito Industrial, a Ream gera a produção de gás de cozinha, óleo diesel, óleo para turbinas, energia e asfalto, além do fornecimento de gás aos estados do Pará, Amapá, Rondônia, Acre e Roraima.
Durante 15 meses, a estatal garantirá o funcionamento da refinaria através de “prestação de serviço operacional” e cumprirá as normas estabelecidas pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) que incluem monitoramento de capacidade do terminal, recusas de acesso, conexão dutoviária, politica de preços, contratação de empresa independente para operar o terminal entre outros.
Foto Prefeitura de Manaus