Empresa ligada ao garimpo em Terra Indígena Yanomami foi contratada pelo exército

Empresa com ligações com a mineração ilegal na Terra Indígena Yanomami é contratada pelo Exército para perfurar poços artesianos na região.
Redação O Poder
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

PAÍS | O Ministério Público Federal (MPF) em Roraima pediu à Justiça Federal a suspensão de um contrato do Exército com a empresa Cataratas Poços Artesianos. O contrato diz respeito à perfuração de poços artesianos na Terra Indígena Yanomami.

Conforme o órgão, a companhia tem ligação com o garimpo ilegal na região. O serviço foi contratado em 10 de março, pelo 6º Batalhão de Engenharia de Construção, vinculado ao Comando Militar da Amazônia, por dispensa de licitação.

O orçamento de R$ 185 mil seria destinado para a construção de um poço artesiano na região de Surucuru. A mesma empresa foi contratada recentemente pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) para a instalação de um poço na UBS da região.

A empresa e os sócios foram denunciados no ano passado e se tornaram réus por exploração ilegal de minérios na Terra Indígena Yanomami, conforme o MPF. Os envolvidos também respondem por organização criminosa, lavagem de vens e por dificultarem as investigações.

O MPF solicitou a suspensão do contrato e proibiu o acesso dos sócios da empresa na região. O MPF classifica o contrato como um potencial risco de permitir a presença dos infratores na região.

O órgão também ressalta que a organização ajudava na infraestrutura para grupos do garimpo, com operação irregular com aeronaves e transporte ilegal de combustível, além de promover extração em algumas regiões da terra indígena e comercializar minérios extraídos do local.

Empresa

Em nota, a empresa Cataratas Poços Artesianos disse não ter “condenação administrativa e nem judicial que a impeça de contratar com o poder público”.

 

Fonte: Com informações do Poder 360
Foto: Fernando Frazão

Carregar Comentários