PAÍS
O secretário estadual de Governo de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), afirmou durante seminário que reuniu empresários do Grupo Esfera Brasil, na segunda-feira (15), que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve evitar concorrer à Presidência, na eleição de 2026.
Segundo Kassab, as frustradas tentativas dos ex-governadores José Serra e João Doria, que se projetaram como candidatos à Presidência nos primeiros mandatos e não tiveram sucesso na estratégia, sinalizam que Tarcísio deva se dedicar ao executivo paulista, durante os 2 mandatos, para então movimentar-se ao Palácio do Planalto.
“Tarcísio é jovem, bem preparado. Se ele puder ficar oito anos, é melhor para São Paulo, para o Brasil e para ele. Ao final de oito anos, se ele disputar a Presidência, vencer e ficar oito anos, ele vai deixar a Presidência aos 62 anos. A ansiedade é inimiga da perfeição política”, afirmou.
O secretário também destacou que Tarcísio é um líder da centro-direita no Brasil, com grande potencial para presidência da República. Segundo ele, o País caminha para uma concentração partidária que vai dividir o País em “dois projetos políticos”.
“Um projeto de centro-esquerda para o Brasil, liderado pelo presidente Lula. Ele já deu demonstrações que gostaria de ter esse projeto na hora em que escolheu Geraldo Alckmin para ser seu vice. E temos um projeto de centro-direita liderado pelo governador Tarcísio”, disse. O partido de Kassab, o PSD, está na base de apoio tanto de Tarcísio quanto de Lula.
Na sequência, o secretário, que já foi prefeito de São Paulo, citou outros nomes expoentes da chamada centro-direita, como os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), e o senador Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Congresso. Ele avaliou que Bolsonaro tem grande “densidade eleitoral”, mas aposta na relevância de candidatos moderados.
Kassab disse acreditar que os perfis de centro-direita e centro-esquerda vão ditar as próximas eleições. Para ele, hoje há apenas 11 partidos com peso político e capacidade de influência.
Na esquerda, a federação PT, PCdoB e PV, contabilizada como uma única sigla, além da Rede, o PSB e o PDT.
No centro, estariam União Brasil, MDB, PSDB e PSD, e na direita, PL, PP e Republicanos.
“Esses 11 partidos têm uma tendência de se agruparem, porque nem todos vão conseguir se viabilizar participando de todas as eleições e isso é muito positivo”, disse.
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Com informações do O Estadão