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O presidente do Equador Guillermo Lasso dissolveu nesta quarta-feira (17), a Assembleia Nacional e convocou novas eleições presidenciais e legislativas para evitar um processo de impeachment contra si, já que Guillermo enfrenta processos por corrupção e desvio de dinheiro, por um parlamento de maioria da oposição.
A medida tomada pelo presidente está de acordo com a Constituição do Equador, porém nunca havia sido utilizada na história do país. Agora, o presidente pode governar por meio de decretos até que um novo pleito seja realizado entre 6 e 8 meses.
Pela manhã, militares cercaram a Assembleia Nacional para evitar a entrada de legisladores e funcionários. O Parlamento equatoriano havia inciado o processo de impeachment na última terça-feira (16), era a segunda tentativa em menos de um ano, já que em junho do ano passado houve outro julgamento, sob protestos violentos.
Guillermo é acusado de peculato, ou seja, o desvio de verbas públicas, por supostos contratos de transporte de petróleo que acabaram em prejuízos milionários ao país.