PAÍS | O novo juiz da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, Eduardo Appio, recomendou à Superintendência da Polícia Federal (PF) no Paraná (PR) uma nova investigação sobre suposto grampo ilegal na cela do doleiro Alberto Yousseff.
A partir do caso do grampo, a defesa do doleiro deve pedir a anulação de suas condenações, assim como do seu acordo de delação premiada.
Eduardo Appio também retirou sigilo do processo que apura a instalação da escuta, mostrando o suposto grampo, ativo entre os dias 17 e 29 de março de 2014, primeiros dias do doleiro na cadeia. A defesa de Yousseff alega ter colhido provas que comprovam a atividade da escuta.
Em 2019, o delegado da PF, responsável pela sindicância original sobre a escuta, Maurício Moscardi Grillo, foi punido com suspensão de oito dias por ter “trabalhado mal” na condução da investigação.
“Os elementos encontrados na referida sindicância administrativa da Corregedoria da PF […] permitem afirmar que existem indícios concretos e documentos acerca do cometimento de graves delitos, em tese, na referida carceragem”, afirma Appio no despacho.
Com a medida de Appio, delações e condenações da Operação Lava Jato podem ser anuladas em um efeito cascata, já que a delação do doleiro Alberto Yousseff é considerada a base de outras condenações da operação.
Foto: Tribunal Federal do Paraná / Divulgação
Com informações de O Antagonista*