Pagamento em dólar para participar do Foro de São Paulo

Encontro de esquerda na América Latina cobra taxa de inscrição em dólar, contrariando a pauta contra o
Redação O Poder
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Os organizadores do Foro de São Paulo estipularam uma quantia em dólar para a inscrição do próximo evento, marcado em Brasília, durante os dias 29 e 30 de junho e 1º e 2 de julho.

Na reunião que ocorrerá na capital federal que vai receber o encontro de esquerda, os valores serão de US$ 50 para pessoas físicas e US$ 250 para partidos políticos, em contramão a pauta do grupo que luta contra o “imperialismo estadunidense”, que é um movimento, no geral, de influência dos EUA no mundo.

A escolha do Brasil como sede se deve à eleição de um dos líderes do movimento, o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

O Hotel San Marco será o anfitrião do evento deste ano, onde representantes de partidos que apoiam regimes autoritários, como o Partido Comunista de Cuba, o Partido Socialista Unido da Venezuela e a Frente Sandinista de Libertação Nacional da Nicarágua de Daniel Ortega, estarão presentes.

O site Correio Brasiliense publicou que, segundo suas fontes na Força Aérea Brasileira e no Itamarati, já confirmaram presença representantes do México, Colômbia, Venezuela, Cuba, Nicarágua, China, Índia, Rússia, Belarus, Chile, Argentina, Equador, Bolívia, Peru, Alemanha, Turquia, Espanha (deve vir o primeiro-ministro), Portugal, França, EUA(secretaria de Estado), Iran e Arábia Saudita.

 

Quem criou e quem participa do Foro de São Paulo 

Criado em 1990, por iniciativa do Partidos dos Trabalhadores de Lula e Fidel Castro (1926-2016) na capital paulista, o Foro de São Paulo é uma organização política da América Latina.

A união de líderes da ideologia de esquerda na América Latina é justificada formalmente pela necessidade de construir a “integração dos países latino-americanos”. Proteger a natureza, os povos e a soberania, além de “combater os efeitos do neoliberalismo na região” são outros pontos alardeados oficialmente pelo grupo.

Facções criminosas também integram a organização, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o Movimento de Esquerda Revolucionária do Chile (MIR).

 

Foto Divulgação

Com informações Revista Oeste e Correio Brasiliense

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