AMAZONAS
O Governador Wilson Lima (União-AM) vai aproveitar a reunião desta sexta-feira (16), com os governadores de nove estados da Amazônia Legal para mostrar as dificuldades que o Amazonas enfrenta quando o assunto é desenvolver novas matrizes da economia. O exemplo será o impedimento, que já dura uma década, para exploração do potássio em Autazes, município no interior do Amazonas.
Para o Governo, além dos reflexos que a reforma tributária em discussão no congresso nacional vai trazer para a economia local, as imposições ambientais do governo federal para o desenvolvimento da região, como o potássio, se somadas, podem inviabilizar a economia do Amazonas.
Entre as preocupações de Wilson está a indefinição sobre a reforma da BR 319, parada há décadas e o projeto de exploração do potássio que pode gerar 2,2 milhões de toneladas por ano em exportações do mineral, além de criar 1.300 empregos diretos e 2.600 indiretos.
O potencial agrícola do Brasil é reconhecido no mundo como o maior produtor líquido de alimentos do planeta. São cerca de 716 bilhões de reais em exportações, em 2022. E o agronegócio tem nos fertilizantes um dos seus principais insumos. E o potássio é parte importante desse produto.
O Brasil sempre dependeu da compra no exterior de potássio, importando cerca de 95% do que utiliza, mesmo tendo uma das maiores reservas do mundo no Amazonas.
CARTA DE CUIABÁ
O encontro deverá resultar na Carta de Cuiabá, nela, os governadores querem elaborar algumas exigências ao governo Lula, entre elas, que o investimento do Governo seja proporcional ao tamanho e a relevância da região. Uma abertura e facilidade para financiamentos de projetos regionais e investimentos que permitam acessar novos mercados consumidores.
Os governadores devem discutir também algumas questões para solucionar o conflito mais propagado pelo mundo quando o assunto é a Amazônia que é o desejado desenvolvimento humano, científico e tecnológico, partindo de soluções encontradas na natureza.
Eles querem ainda que o Governo federal os ajude a captar investimentos para o cumprimento de metas de redução de desmatamento ilegal e de emissão de gases de efeito estufa, hoje concentrado em fundos federais com pouco acesso dos governos estaduais.
A ideia dos líderes, inclusive, é fortalecer cadeias produtivas de produtos regionais, garantindo uma rede de assistência técnica, de tecnologia, com prioridade para produtores que ainda não se organizaram e com isso promover a criação de produtos com a marca “Amazônia”.
Quanto aos crimes ambientais na região, cobrança constante feita aos governadores, a ideia do grupo é discutir projetos e uma ideia de infraestrutura conjunta de combate aos crimes e ao narcotráfico, que utiliza a região como rota.
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