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Com a posse agendada para o dia 3 de agosto, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado de Lula, Cristiano Zanin, pediu nesta quinta-feira (22), para deixar a defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em processos na Corte e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Zanin solicitou, nas petições, a retirada de seu nome das ações nas quais atua. No entanto, é esperado que, mesmo assim, ele se declare impedido para deliberar, enquanto ministro do Supremo, nos processos em que advogou.
“Pelo presente instrumento, Cristiano Zanin Martins, advogado habilitado nos autos em epígrafe, renuncia aos poderes que lhe foram outorgados, ficando mantidos os demais advogados constituídos. Requer-se ainda, por consequência, a exclusão do nome deste subscritor do sistema em relação ao patrocínio da causa”, declarou o advogado nas petições.
Em uma das ações no STF em que Zanin era o advogado a reclamação é que tinha como relator justamente o ex-ministro Ricardo Lewandowski, que será substituído pelo indicado de Lula.
A defesa do petista, no processo, conseguiu o direito de acessar o acordo de leniência da construtora Odebrecht e da operação Spoofing, com as mensagens vazadas de procuradores da Lava Jato.
Já no TSE, Zanin deixará de ser o representante jurídico da Coligação Brasil da Esperança, que elegeu Lula presidente nas eleições de 2022. Ao longo do pleito, a equipe jurídica do petista ajuizou diversas ações que resultaram em inúmeros direitos de resposta contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Foto Divulgação
Com informações Pleno News