CPI das ONGs terá depoimentos de indígenas e agricultores da região norte

CPI das ONGs ouve depoimentos de indígenas e agricultores da região norte do país sobre os impactos da atuação dessas organizações em suas comunidades.
Redação O Poder
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PAÍS

Nesta terça-feira (4), às 11 horas, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs terá depoimentos de indígenas e agricultores da região Norte do país. Serão ouvidos hoje Marcelo Pereira, conselheiro da área de prestação ambiental triunfo do Xingu, no Pará, e Manoel Correa, cacique da aldeia Bragança, Manoel dos Santos Correa. A comunidade fica em Santarém (PA).

O convidado é uma das lideranças que lutou pela demarcação da terra e pelos interesses da comunidade. Luciene Kayabi, liderança do movimento Agroindígena, compõe a lista de convidados. A mulher acusa ONGs de impedir o progresso de tribos.

“Vamos ouvir mais um segmento invisível atingido pela atuação dessas ONGs para, mais uma vez, colocar ao país essa realidade”, disse o senador Plínio Valério (PSDB-AM), presidente da CPI.

A CPI vai votar também requerimentos para convocar técnicos do Tribunal de Contas da União e na próxima semana, espera-se a presença de Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa.

Líder indígena denuncia suposto descaso

Na semana passada, durante depoimento à CPI das ONGs, o indígena Valdeci Baniwa, líder da comunidade que leva seu sobrenome, denunciou suposto descaso das ONGs com tribos que dizem representar.

“As ONGs dizem falar em nome de 23 indígenas, mas, em nenhum momento, vimos melhorias nas condições de vida dessa gente”, disse, nesta terça-feira, 27. “Não sabemos onde os recursos estão sendo aplicados ou quem é beneficiado. Nossas condições de vida são precárias. A maioria das pessoas vive do Bolsa Família.”

Segundo Baniwa, os indígenas desconhecem até mesmo os diretores das ONGs. “Não estamos recebendo nada”, informou, na CPI das ONGs. “Até mesmo nas assembleias, quando acabam, os projetos que sugerimos são engavetadas e não chegam ao conhecimento do governo. Por falta de ajuda, as comunidades estão arrumando outro caminho.”

Foto Divulgação

Com informações Revista Oeste

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