Lula usa indígenas Yanomamis para ganhar créditos com a mídia, diz senador

Senador critica Lula por usar indígenas Yanomamis para ganhar créditos com a mídia e não resolver de fato a crise humanitária na região.
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LEGISLATIVO

O senador do estado do Roraima, Antônio Mecias Pereira de Jesus (Republicanos), em entrevista neste domingo (9), ao Conversa Política, também abordou sobre a relação de índios Yanomamis com os garimpeiros da região norte. Em 2022, Mecias apresentou o Projeto de Lei (PL) que visa legalizar e normatizar os garimpos dentro das terras indígenas.

Mecias explicou que  existe a necessidade de autoridades brasileiras conhecerem a realidade da região do garimpo, tendo em vista que os indígenas Yanomamis mantem convivência, sem conflitos, inclusive permitindo sua entrada e estadia.

“Eles trabalham em harmonia, e o indígena recebe o garimpeiro porque ele recebe automaticamente alimentos para família deles, ele recebe a carne de gado, de jabá. Ele recebe tudo que eles precisam se alimentar no dia a dia”, comentou.

Segundo o senador, seu PL não é favor do garimpo ilegal e é possível que os povos indígenas e garimpeiros possam continuar convivendo pacificamente.

“O que eu quero é que índios e garimpeiros sobrevivam de forma legal, protegendo a flora, a fauna e dando a todos eles condições dignas de se viverem”, argumentou.

 

 Governo Lula

O senador criticou o posicionamento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ter propagado um discurso falso da crise humanitária dos Yanomanis, no início do ano, e não trabalhou efetivamente para mudança do quadro divulgado até internacionalmente.

“Ele (Lula) veio à Roraima, criou aquela questão que era uma crise humanitária, e de fato é, porque continua até hoje no Governo Lula. Nada mudou absolutamente nada e já morreram 132 crianças nesses 5 meses do governo do presidente Lula. Mas o discurso continua”, salientou.

“Mas se você for dentro da comunidades, falta medicamentos, faltam médicos, faltam enfermeiros, transporte, faltam tudo isso”, completou o senador.

Foto Divulgação

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