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Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro ouvirá o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (11). Ele terá direito ao silêncio para questões sobre as quais é investigado, mas terá que responder aos outros questionamentos. Deve ser questionado sobre troca de mensagens que indicariam estudos para um golpe de Estado. Além disso, deputados e senadores também devem perguntar sobre qualquer ligação, direta ou indireta, de Cid e do ex-presidente com as manifestações contra as sedes dos Três Poderes.
Cid está preso desde 3 de maio depois de ser alvo de operação da Polícia Federal (PF) que investiga a inserção de dados falsos em cartões de vacinação contra a covid-19. Durante a investigação, a PF encontrou no celular do ex-ajudante de ordens uma minuta de decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). A medida só pode ser assinada pelo presidente da República e determina a atuação das Forças Armadas em operações militares para casos de perturbação da ordem pública.
Desde o início da CPMI o depoimento de Cid é um dos mais aguardados pelos integrantes da comissão, marcado inicialmente em 4 de julho. O presidente do colegiado, deputado Arthur Maia (União-BA), adiou por causa do esforço concentrado da Câmara para analisar projetos econômicos na última semana. Os deputados aprovaram a reforma tributária e o projeto do Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais).
Na última sessão, em 27 de junho, o colegiado ouviu o coronel do Exército Jean Lawand Junior sobre conversas que manteve com Cid depois das eleições de 2022. As mensagens sugerem o pedido de um “golpe de Estado” para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a sessão, deputados e senadores citaram a possibilidade de prisão por suposto falso testemunho. Também houve críticas de congressistas da oposição.
O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro foi um dos principais alvos de requerimentos de convocação na CPMI do 8 de Janeiro. O colegiado aprovou sua convocação em 13 de junho. Dois dias depois, a defesa de Cid entrou com pedido de habeas corpus.
Também foram encontradas mensagens que indicariam estudos para um golpe de Estado. O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro foi um dos principais alvos de requerimentos de convocação na CPMI do 8 de Janeiro. O colegiado aprovou sua convocação em 13 de junho. 2 dias depois, a defesa de Cid entrou com pedido de habeas corpus.
Em 24 de junho, Arthur Maia disse que a CPMI informou ao STF que Cid será ouvido na comissão tanto na condição de testemunha como na de investigado. A definição foi necessária por ordem da ministra Cármen Lúcia. As pessoas investigadas têm o direito ao silêncio ao serem questionadas em CPIs. No entanto, esse direito não é irrestrito.
Foto divulgação
Com informações Poder 360