PAÍS |
Além do Amazonas, os estados de Roraima, Rondônia, Bahia, Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná e Santa Catarina, anunciaram esta semana que devem seguir com as escolas cívico-militares.
É uma resposta de pelo menos 10 governadores ao ofício enviado pelo MEC (Ministério da Educação) aos estados, anunciando que o governo Lula vai extinguir o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), nas cinco regiões do país, afetando cerca de 200 escolas que estão nesses moldes.
No Amazonas, o governador Wilson Lima usou suas redes sociais nesta quinta-feira (13) para se posicionar a respeito do assunto.
“Quero tranquilizar pais, alunos e professores que fazem parte das escolas cívico-militares. Independente da decisão do Governo Federal, no Amazonas, esse modelo exitoso vai continuar”, publicou o governador do Amazonas.

No estado são sete unidades de ensino nos moldes que o governo Lula quer o fim, entre elas as Escolas Estaduais Homero de Miranda Leão, no bairro Cidade Nova; Professora Tereza Siqueira Tupinambá, no conjunto Nova Cidade; Fueth Paulo Mourão, bairro São Jorge; Professor Reinaldo Thompson, bairro Coroado; Professor Nelson Alves Ferreira, bairro Betânia e Conceição Xavier de Alencar, que fica em Tabatinga, interior do Amazonas, além da Escola Municipal Gilberto Rodrigues dos Santos, bairro Lago Azul.
Em Roraima, o governador Antonio Denarium (Progressistas) tambem foi as redes sociais para dizer que vai seguir com as escolas cívico-militares.
“Quero tranquilizar, alunos e professores das escolas cívico-militares. Roraima possui lei específica sobre o tema e não será atingido pela decisão do Governo Federal, nossas escolas cívico-militares irão continuar e caso tenhamos orçamento iremos ampliar o número de escolas. Um modelo vitorioso não poderá deixar de se fazer presente na vida de milhares de estudantes e suas famílias”, diz a nota publicada em uma rede social do governador.

Em São Paulo,Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse que vai editar um decreto para um programa próprio de escolas cívico-militares. O governador tem a intenção de ampliar as unidades da rede pública que utilizam esse formato para chegar a todo o estado.
No Paraná, a Secretaria da Educação informou que 12 escolas cívico-militares vinculadas ao programa federal irão continuar neste formato, mas devem migrar para a rede de ensino do estado. O Paraná já possui 194 colégios nesse modelo de ensino, com gestão e recursos próprios.