CBA terá nova gestão focada em desenvolver atividades que gerem emprego e renda no interior e capital

Nova gestão do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) focará em atividades que gerem emprego e renda no interior e capital do Amazonas.
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

AMAZONAS|

Foi assinado nesta terça-feira (25),  durante a 310° reunião do Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) o contrato da nova gestora do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), a Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (FUEA).

A reunião foi presidida pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que chegou em Manaus, nesta manhã, para conduzir o encontro e participar da assinatura do termo de contrato de gestão juntamente com o o gestor do CBA, Fábio Calderaro.

Também participaram da cerimônia, o ministro da Comunicação Juscelino Filho, o governador do estado, Wilson Lima (União Brasil), os senadores Omar Aziz (PSD), Silas Câmara (Republicanos) e demais parlamentares como deputado Amom Mandel (Cidadania) e Sidney Leite (PSD) que compuseram a mesa durante solenidade da assinatura, que é vista como nova fase de autonomia de iniciativa para o CBA, principalmente na geração de atividades produtivas.

“Pelo seu poder de encadeamento produtivo pode dinamizar atividade produtiva do interior do estado e das outras regiões que compõem modelo de Zona Franca, levando emprego e renda para o interior, para as comunidades agroflorestais, por sistemas de manejo, melhorando a qualidade de vida desses que mantêm a floresta em pé”, declarou Calderaro.

Com a nova gestão, segundo o ministro da Comunicação, Juscelino Filho, sua pasta deverá estreitar relações com o CBA, em novas parcerias de desenvolvimento para o estado do Amazonas.

“Pretendemos construir novas parcerias para que o CBA seja um instrumento, um braço do ministérios das Comunicações, aqui na região. Para que a gente possa levar desenvolvimento e inclusão digital, junto com os parceiros que estão aqui, fazendo esse momento acontecer, através desse contrato”, afirmou o ministro.

Para isso, o ministro explicou o trabalho do governo federal com o desenvolvimento da inclusão digital, com melhorias diante das parcerias em sua expansão e recursos assegurados para região.

“Nós vamos avançar muito no que tange a industrialização, produtividade, a competitividade, e isso com certeza vai melhorar ainda mais o potencial que é gigantesco aqui na Zona Franca do estado do Amazonas “, citou.

Fundação Universitas de Estudos Amazônicos

Em 18 de maio o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), autorizou a Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (FUEA), que foi qualificada como Organização Social (OS), nos termos do Decreto nº 11.516, de 3 de maio de 2023, concedendo a permissão para uma transição estruturada na gestão do CBA.

Com a nova gestão do centro, o CBA deixou de ser vinculado à Suframa, e passou a ser gerido pela Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (FUEA), que é a OS, responsável pela gestão da instituição. A nomenclatura do CBA também foi modificada deixando o Biotecnologia e aderindo o Bionégocios.

“Vamos iniciar uma nova jornada, com bons desafios. Centro de Bionegócios, ou seja, a biodiversidade amazônica gerando emprego, renda, patentes, pesquisas e desenvolvimento, além dos recursos públicos, podendo trazer investimentos privados (…) O grande desafio é gerar rendas e emprego, nós temos 28 milhões de pessoas na região amazônica e o desafio é criar negócios. Por isso, Centro de Bionegócios”, explicou Alckmin.

Zona Franca de Manaus

Em discurso o vice-presidente destacou os alcances do governo federal como a moderação da inflação, criticando o Banco Central pela alta da taxa Selic, disponibilização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) de 5 bilhões para inovação de pesquisas, baixa do preços dos veículos e citou a finalização da situação da Zona Franca de Manaus (ZFM), com a reforma tributária.

“A reforma tributária, resolveu-se praticamente a questão da Zona Franca, pequenos aperfeiçoamentos que o senado deverá fazê-lo, temos aqui ótimos representantes no senado federal. E ela vem com a lógica de desonerar totalmente investimento, trazer investimento, reinvestir o Brasil”, avaliou Alckmin.

Por sua vez, o governador Wilson Lima, retornou a discursar sobre o modelo ZFM, seu faturamento e o deslize econômico que o estado poderá ter, caso o pólo industrial seja prejudicado.

“Não existe no estado do Amazonas, na nossa região, nenhuma atividade econômica, nenhuma matriz econômica em que possa a curta ou a médio prazo gerar faturamento de R$ 170 bilhões/ano e que possa gerar 500 mil empregos diretos e indiretos. A Zona Franca de Manaus representa algo em torno de 70% da economia do Amazonas. É por isso que não podemos em momento algum abrir mão desse modelo de atividade econômica “, pontuou Lima.

Para o governador a possibilidade da ZFM ser prejudicada,  retirando as empresas do pólo industrial, a região seria devastada, pois não haveria outra forma de empregabilidade no estado.

“Daí a necessidade de ter apoio do governo federal e a presença do senhor aqui, porque nós sabemos que enfrentaremos muitas dificuldades com relação à ZFM e nunca foi diferente ao longo da história dentro desse modelo econômico. O que é importante nesse processo é a gente poder ter esse diálogo com o governo federal”, alertou o governador.

Foto Pablo Medeiros

Carregar Comentários