Haddad e Campos Neto fazem as pazes após redução de juros

Haddad e Campos Neto concordam com redução da taxa básica de juros após meses de tensão entre governo federal e Banco Central.
Redação O Poder
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Haddad passou a ideia de otimismo e pacificação na noite desta quarta-feira (2), na sede da pasta, em Brasília.

“O corte de 0,5% na taxa básica de juros sinaliza que estamos na direção certa. Um avanço no sentido do crescimento econômico sustentável para todos”, comentou.

A redução foi de 0,5 ponto percentual. Com isso, o patamar do indicador fica em 13,25% ao ano. A decisão deixou a equipe econômica aliviada, mas surpreendeu o mercado financeiro, que esperava um corte mais tímido no início do ciclo de baixas.

Haddad deixou de lado a contenda com Campos Neto e teceu elogios a ele. “Sempre mantivemos uma união. Muita abertura no diálogo. Posso assegurar que o diálogo foi o mais elevado possível”, frisou.

Para o ministro, o diálogo técnico resultou nesse placar apertado, de cinco a quatro. Haddad acredita que o clima vai melhorar a cada ciclo de reuniões.

“Juros menores, menos inadimplência e um nível de planejamento das famílias e das empresas maior. O mundo vai olhar para o Brasil com mais otimismo”, concluiu.

Nesta quarta, votaram por uma redução de 0,50 ponto percentual, além de Campos Neto (desempatou), Ailton Aquino, Carolina de Assis Barros, Gabriel Galípolo e Otávio Ribeiro Damaso.

Votaram por uma redução de 0,25 ponto percentual os seguintes membros: Diogo Abry Guillen, Fernanda Magalhães Rumenos Guardado, Maurício Costa de Moura e Renato Dias de Brito Gomes. Todos ligados a Campos Neto.

O corte veio após meses de contenda entre o Banco Central e o governo federal. O patamar de 13,75% ao ano, o mesmo desde agosto de 2022, inflamou a relação.

A reunião que decidiu a redução foi a primeira com a participação de Gabriel Galípolo e Ailton Aquino, os indicados do presidente Lula para a cúpula da autarquia.

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