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A semana de retorno dos vereadores aos trabalhos na Câmara Municipal de Manaus (CMM) inicia com uma inovação no controle da frequência dos parlamentares e pode também auxiliar na rapidez da transparência da frequência.
É que o sistema de registro de presença por meio de biometria foi substituído pelo de reconhecimento facial, o que recebeu elogios de grande parte dos vereadores, mas para Rodrigos Guedes (Podemos), continua a brecha para as ausências nas sessões do legislativo municipal.
O parlamentar diz não ser contra o reconhecimento facial e que o sistema anterior (biometria) “teoricamente não permitia o que a gente costuma chamar de gazeteiro, porque ninguém teria como utilizar a digital de um vereador, a não ser que fizesse uma digital falsa”.
Para Guedes, uma prática que ele denuncia, deve continuar mesmo com a modernização no controle de frequência dos vereadores.
“O grande problema da câmara é que você não tem uma obrigatoriedade, você como vereador de, exatamente ficar lá no plenário. Você pode entrar, registrar a presença e aí você sai e vai fazer o que você bem entender, e já conta como uma presença. Ou você pode passar o dia inteiro fora da Câmara, chegar ali no final da sessão, como tem vereador que faz isso, registra a presença e aí consta como se você tivesse trabalhado a manhã inteira ali”, declarou Rodrigo Guedes.
Na sessão desta quarta-feira (02), 11 vereadores constaram como ausentes e 30 presentes. O vereador de oposição ponderou que o total de faltas pode ser ainda maior.
“Por isso que o plenário tem ali 20, 22 vereadores presentes, mas se você olhar a frequência, dá 39, 40 (vereadores). Então essa é a brecha que ainda existe, concluiu o parlamentar.
Foto: Kelvin Dinelli/Assessoria do vereador