Sem divulgar o valor do custo da campanha publicitária do evento #SouManaus e usando o português, a Prefeitura de Manaus providenciou uma divulgação internacional em uma das áreas mais famosas do mundo, o cruzamento de duas grandes avenidas da cidade de Nova Iorque, Estados Unidos, a Times Square. Foi o lançamento do evento no ponto internacional, neste sábado (19).
Além da polêmica gerada na mídia com a cobrança de 30 garrafas PETs em troca de pulseira, para entrada do evento Passo a Paço que acontece no início de setembro, a divulgação no exterior também atraiu críticas e questionamentos da utilização do dinheiro público.
O vereador Cap. Carpê (Republicanos) utilizou sua rede social para anunciar que entrará com requerimento na Câmara Municipal de Manaus para que o prefeito Davi Almeida (Avante) responda sobre os custos da campanha em Nova Iorque.
“Lembrando que o evento deveria ser algo voltado para o grande público manauara, e não elitizado”, escreveu.
Prefeito compartilha campanha e recebe críticas em rede social
O próprio prefeito de Manaus, Davi Almeida, compartilhou a ideia em sua rede social, direcionando a propaganda como “força cultural” para potencializar o turismo na região, mas acabou recebendo várias críticas de internautas que deixaram mensagens indagando sobre o aumento dos servidores de educação, a convocação dos aprovados em concursos, falta de infraestrutura da cidade, e principalmente perguntas sobre a melhor utilização do investimento em Manaus.
O deputado federal Amom Mandel (Cidadania), que já havia se manifestado contra a ação da prefeitura em elitizar o Passo a Paço voltou a destacar a ausência do planejamento da prefeitura na organização do evento e alegou que as mudanças que ocorrem em sua estrutura atendem de fato Davi Almeida.
“Ao que tudo indica, são provocadas (as mudanças) pela vontade do próprio Prefeito, que deseja tornar o festival algo com a “sua marca”, mas prejudica a população nesse processo e confunde o público com o privado, algo que um bom gestor público jamais deveria fazer. Do nome às atrações, a impressão que fica é que além das mudanças estéticas, o Prefeito pretende também mudar o público ao que o festival se destina para uma faixa de renda superior, prejudicando a população mais carente e descaracterizando toda a função social por trás do festival”, destacou o deputado.

A reportagem enviou um e-mail para Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) pedindo esclarecimentos do pagamento da campanha na Times Square, porém, até o momento, não obteve um retorno.
Imagem: Reprodução
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