Há exatos 201 anos, em 1822, à beira do rio Ipiranga, Dom Pedro de Alcântara de Bragança, então príncipe regente do Brasil, proferiu o icônico grito “Independência ou morte!”, e levou a um novo capítulo na história da nação.
O ato representou uma ruptura com Portugal, que havia governado o país por mais de três séculos. Essa ação não apenas estabeleceu o império brasileiro, com Dom Pedro como imperador, mas também marcou o início de uma trajetória única para a nação, com sua própria identidade, governo e destino.
Herança cultural e importância do desfile cívico
O 7 de setembro trouxe impactos variados nos diferentes grupos sociais do país. O conhecimento da história nacional é fundamental para a compreensão da identidade do país e de seus desafios. O modo como a história é ensinada desempenha um papel vital na transmissão desse conhecimento e o desfile reforça a essa identidade coletiva. É o que defende o comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), general Costa Neves.
“Isso é o que define o nosso povo brasileiro. A mistura de raças e o caloroso acolhimento de todos os setores da nossa sociedade. Estamos todos orgulhosos de sermos brasileiros, de fazer parte da nação brasileira. Vemos aqui a representação de toda a nossa sociedade, celebrando essa diversidade, essa unidade nacional e esse profundo amor pelo Brasil.”, concluiu.
Desfile cívico em Manaus
O desfile cívico-militar ocorreu na manhã desta quinta-feira (07), no Centro de Convenções, Sambódromo, bairro Alvorada e zona Centro-Oeste de Manaus. O evento contou com a participação de 5,7 mil pessoas, entre militares e civis. Foram 3 mil militares do Exército Brasileiro (EB), 1 mil da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), 630 da Marinha do Brasil, 500 da Força Aérea Brasileira (FAB) e 170 do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). Essa impressionante demonstração de força e cooperação reflete o compromisso do Brasil com sua independência e a valorização das instituições militares.
Além dos militares, 420 civis também participaram do desfile, representando uma ampla variedade de grupos e organizações, como o grupo de Escoteiros do Amazonas, a Maçonaria e o Grupo Suçuarana Operações Socioambientais. O comandante militar da Amazônia ainda avaliou como positiva o intercâmbio entre culturas e as forças que regem a dinâmica do Estado. A população compareceu para prestigiar os desfiles.

“Toda a nação brasileira e nós, amazônicos, estamos profundamente felizes e gratos pela oportunidade de celebrar nossa nacionalidade, reforçando o orgulho de sermos brasileiros, mais especificamente, brasileiros da Amazônia. O desfile que testemunhamos hoje só fortalece esse espírito de unidade nacional e amor pelo nosso amado Brasil. Foi uma demonstração verdadeira de amor à nossa pátria, à nossa nação e ao nosso povo.”, enfatizou Neves.
Fotos/montagem: Jean Henson
Edição: Thiago Gonçalves
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